Saul Loeb / AFP
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Painel de segurança estabelecido por Trump recomenda funcionários armados nas escolas

Comissão Federal de Segurança Escolar rejeitou os pedidos para o aumento da idade mínima exigida para a compra de armas, mas sugere armar professores ‘para enfrentar a violência de maneira efetiva e imediata’

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2018 | 06h40

WASHINGTON - Após diversos tiroteios em colégios, um painel de segurança estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recomendou nesta terça-feira, 18, que as instituições de ensino considerem armar seus funcionários e utilizar policiais e militares da reserva como guardas.

O painel da Comissão Federal de Segurança Escolar, liderado pela secretária de Educação, Betsy DeVos, foi criado após o massacre em Parkland, na Flórida, em fevereiro. Na ocasião, um ex-estudante matou 17 pessoas a tiros, desencadeando uma onda de protestos no país que pedia maior controle sobre a venda de armas.

A Comissão rejeitou os pedidos para o aumento da idade mínima exigida para a compra de armas, sob o argumento de que a maioria dos atiradores que atuaram massacres em escolas obtiveram suas armas por meio de parentes ou amigos.

Contudo, o grupo sugere armar os funcionários escolares, inclusive professores, em certas circunstâncias "para enfrentar a violência de maneira efetiva e imediata". Os distritos escolares onde a resposta da polícia pode ser mais lenta, como nas zonas rurais, poderão se beneficiar da medida.

O painel também recomenda que as autoridades das instituições de ensino contratem militares e policiais veteranos que "também possam servir como educadores altamente efetivos".

O relatório promove ainda uma revisão das pautas disciplinares introduzidas em 2014 durante a gestão do democrata Barack Obama para enfrentar a discriminação contra estudantes negros e latinos.

A União Americana para as Liberdades Civis (Aclu, na sigla em inglês) condenou tal revisão afirmando que "a administração Trump está explorando tragédias para justificar a reversão da proteção dos direitos civis das crianças nos colégios, apesar da falta de evidência que vincule a reforma da disciplina escolar aos tiroteios nos colégios". / AFP

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