Painel do Congresso dos EUA dá tratamento preferencial à Colômbia

Um painel do Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira o "financiamento total" do programa de luta contra as drogas nos países andinos para o ano fiscal de 2007, mas dedicou 23% de todo o dinheiro para um programa especial que dá à Colômbia liberdade de gasto na posição de "novo parceiro estratégico" de Washington.O presidente da subcomissão de Operações no Exterior, Jim Kolbe,explicou que, na prática, o novo status permite à Colômbia usar livremente uma parte substancial do dinheiro aplicado nas operações de combate às drogas. Ao mesmo tempo, a ajuda a outros parceiros dos EUA em operações de combate às drogas e ao "terrorismo" nas Américas do Sul e Central caiu drasticamente.O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, havia requisitado US$ 721,5 milhões para a chamada Iniciativa Andina de Combate às Drogas (IAC), cerca de US$ 5 milhões a menos em comparação com o previsto no orçamento do ano fiscal de 2006.Desse total, disse Kolbe, US$ 506 milhões deverão ir para a Colômbia. Entretanto, US$ 161 milhões desse montante serão depositados num Fundo de Apoio Econômico, que o governo colombiano poderá utilizar para qualquer atividade que considere complementar às campanhas de combate às drogas e ao "terrorismo"."Se o presidente Alvaro Uribe (da Colômbia) quiser construir uma ponte, por exemplo, poderá sacar desse fundo", disse um assessor de Kolbe em conversa com jornalistas depois da aprovação do projeto de operações internacionais para o ano fiscal a ser iniciado em outubro.Além da Colômbia, nenhum outro país do Hemisfério Ocidental é considerado "parceiro estratégico" dos EUA. Trata-se do mesmo status concedido a Washington a países como Israel e Egito.A IAC é composta por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Panamá, Peru e Venezuela. A Colômbia foi o único país para o qual a ajuda aumentou. O repasse diminuiu para todos os demais.A ajuda de Bush aos países da IAC prevê uma redução de ajuda da ordem de US$ 13,2 milhões para a Bolívia, US$ 8,4 milhões para o Peru e de US$ 2,5 milhões para o Equador.A ajuda americana aos programas no âmbito da IAC para o Brasil cairá de US$ 5,94 milhões para US$ 4 milhões. Para a Venezuela, a quantia cairá de 2,22 milhões para US$ 1 milhão. Para o Panamá, o repasse diminuirá de US$ 4,4 milhões para US$ 4 milhões.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.