País auxiliou na criação do Estado de Israel

PARA LEMBRAR

, O Estadao de S.Paulo

15 de março de 2010 | 00h00

Um dos principais articuladores da votação da ONU que determinou, em 1947, a chamada "partilha da Palestina" - criando o Estado de Israel ao lado de um país árabe que nunca chegou a existir - foi o diplomata brasileiro Osvaldo Aranha. Então presidente da Assembleia-Geral, Aranha comandou a sessão que teve 33 votos a favor da divisão, 13 contra e 10 abstenções. Ele havia sido ministro da Justiça e das Finanças durante a presidência de Getúlio Vargas.

No governo do presidente Ernesto Geisel (1974-1979) as relações Israel-Brasil encontraram seu pior momento. Em 1975, sob o lema do "pragmatismo responsável" do chanceler Azeredo da Silveira, o Brasil votou a favor de uma resolução da ONU que definia o sionismo como "uma forma de racismo". Anos depois, Geisel ainda afirmaria: "Estou convencido até hoje de que o sionismo é racista."

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