País buscará explicações, diz Amorim

O chanceler Celso Amorim negou ontem em Paris que a proibição do uso de aviões de amplo raio de ação seja uma das condições para o Brasil respaldar o acordo entre a Colômbia e os EUA, embora o governo brasileiro pretenda obter explicações sobre o uso desse tipo de equipamento. "Se tem raio de ação maior do que aquele que seria necessário exclusivamente para o território colombiano, queremos entender o por quê. Talvez haja respostas para isso", disse Amorim. Segundo o chanceler, a dúvida sobre os aviões de amplo raio de ação é apenas a "mais óbvia" entre as que serão colocadas em discussão na cúpula da Unasul. Outro foco de preocupação estaria no embasamento teórico para o acordo. "Os documentos americanos que explicam o interesse nessas bases colombianas são públicos e dão uma interpretação que vai além do combate ao narcotráfico na Colômbia. Pode ser que tenha sido uma falha de pensamento ou um argumento para convencer o Congresso americano a liberar recursos, mas isso coloca questões a ser discutidas", afirmou.

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