País cresceu, mas hoje sofre com crise

A economia turca cresceu rapidamente nos últimos anos. Na maior cidade do país, Istambul, os sinais de riqueza são explícitos, como os luxuosos novos empreendimentos imobiliários. No entanto, o país foi atingido pela crise europeia.

FERNANDO NAKAGAWA , ENVIADO ESPECIAL / ISTAMBUL, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2013 | 02h01

Após uma década com o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan no poder, parte da sociedade turca demonstra cansaço com o governo e suas medidas impopulares, às vezes consideradas autoritárias - como a limitação na venda de bebida alcoólica e o apoio governamental ao avanço do setor imobiliário, que despertaram os protestos dos últimos dias.

O governo de centro-direita de Erdogan fez reformas e abriu a economia do país. A estratégia garantiu forte crescimento econômico e ampliou a classe média turca. Dados do Banco Mundial mostram que o país dividido entre a Europa e a Ásia cresceu a uma média anual de mais de 5% na última década.

No dia 24, o Parlamento aprovou um projeto que proíbe a venda de álcool entre 22 e 6 horas. Além disso, a venda foi banida completamente em locais perto de mesquitas e escolas. A ordem surpreendeu parte da sociedade turca, que há um século - desde a fundação da república - tem tradição laica. O governo argumenta que a lei protege a juventude. Críticos seculares, no entanto, dizem que o partido de Erdogan tem raízes islâmicas e ele estaria tentando "islamizar" a Turquia. / AE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.