Brent Smith / Reuters
Brent Smith / Reuters

Pais de americano decapitado pelo EI se mostram dispostos a perdoar

Em sua primeira aparição pública desde que o vídeo da execução foi divulgado, Ed e Paula Kassig disseram estar 'devastados'

O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2014 | 19h50


WASHINGTON -  Os pais de Peter Kassig, o voluntário americano decapitado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), disseram nesta segunda-feira em sua primeira aparição pública que estão "devastados", mas dispostos a perdoar.

"Nosso coração está partido, mas se recuperará", declararam em uma breve entrevista Ed e Paula Kassig, um dia depois que o grupo terrorista divulgou um vídeo no qual reivindicava sua morte, cuja autenticidade foi confirmada pela Casa Branca.

Ed Kassig pediu privacidade para poder "lamentar, chorar e, sim, perdoar" para começar a superar a morte de seu filho, também conhecido como Abdul Rahman, já que se converteu ao islã durante seu cativeiro.

Na Igreja Metodista Unitária de Epworth, em Indianápolis, o pai do jovem assassinado pediu uma oração para "Abdulrahman ou Pete, se é assim como o conheceram, no entardecer de hoje".

Kassig, de 26 anos, fundador da organização Special Emergency Response and Assistance, foi sequestrado em 2013 na Síria, quando se dispunha a distribuir uma carga médica e de ajuda humanitária.

A mãe do voluntário agradeceu o apoio recebido nas últimas horas e lembrou as palavras de uma das professoras de Kassig, que disse que se fosse possível encontrar uma pessoa que fosse realista e ao mesmo tempo idealista, "esse é Peter". / EFE

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