Family of Charlie Gard via AP
Family of Charlie Gard via AP

Pais de bebê britânico com doença terminal passam os últimos momentos ao lado do filho

Aparelhos que mantêm Charlie Gard, de 11 meses, vivo serão desligados em breve; ele foi transferido de um hospital londrino para uma unidade de cuidados paliativos

O Estado de S.Paulo

28 Julho 2017 | 11h26

LONDRES - Os pais de Charlie Gard, bebê de 11 meses que está em estado terminal em razão de uma rara doença congênita, se preparam nesta sexta-feira, 28, para passar as últimas horas ao lado de seu filho, cujos aparelhos que o mantêm vivo serão desligados em breve.

Charlie foi transferido do hospital Great Ormond Street, em Londres, para uma unidade de cuidados paliativos. “O hospital rejeitou nosso último desejo”, disse Connie Yates, mãe da criança, logo depois de o Tribunal Superior de Justiça rejeitar estender o prazo para o desligamento da assistência respiratória do bebê.

“Queríamos somente estar em paz com nosso filho, sem hospital, sem advogado, sem imprensa. Apenas um momento privilegiado com Charlie, longe de todo o resto, para dizermos adeus com o todo o amor possível", declarou em um comunicado.

Os pais de Charlie queriam que ele passasse seus últimos dias em sua casa em um bairro do oeste de Londres, após perderem uma batalha legal para levá-lo aos EUA a fim de submetê-lo a um tratamento experimental.

O caso despertou a atenção do presidente americano, Donald Trump, e do papa Francisco. Mas o Great Ormond Street afirmou que transferir o bebê para sua casa para ele passar seus últimos dias não seria algo prático, e sugeriu que fosse levado para uma casa de repouso voltada para pacientes terminais.

O hospital afirmou nesta sexta-feira que os médicos "tentaram absolutamente tudo" para responder aos pedidos dos pais, mas ressaltou que correr "o risco de fazer com que Charlie termine seus dias de maneira imprevista e caótica é impensável para todos os envolvidos e deixaria os pais sem os últimos instantes com ele".

Charlie sofre de uma condição genética extremamente rara que causa o enfraquecimento progressivo de seus músculos e danos cerebrais. A longa batalha de seus pais para salvá-lo conquistou uma onda de empatia internacional. / AFP

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