Family of Charlie Gard via AP
Family of Charlie Gard via AP

Hospital que trata bebê com doença terminal diz que ele não pode ir para casa

Advogado de Chris Gard e Connie Yates disse na Suprema Corte britânica que a instituição está 'criando dificuldades' para que o desejo do casal em relação ao filho seja atendido

O Estado de S.Paulo

25 Julho 2017 | 12h09
Atualizado 25 Julho 2017 | 15h57

LONDRES - Os representantes do hospital Great Ormond Street, onde o bebê britânico em estado terminal Charlie Gard é tratado, disseram a um tribunal nesta terça-feira, 25, que o sistema de ventilação invasiva necessário para mantê-lo vivo não pode ser fornecido por seus pais em casa. Ao invés disso, eles propõem que a criança seja transferida para um hospital residencial.

“O plano de cuidados precisa ser seguro. precisa poupar Charlie de toda a dor e proteger sua dignidade. Ao mesmo tempo, precisa honrar a vontade de seus pais sobre dois assuntos em particular, a hora e o lugar de sua morte”, afirmaram os advogados em um documento apresentado ao tribunal.

Chris Gard e Connie Yates acusaram o hospital de Londres de criar obstáculos para que ele não possa morrer em casa. Os representantes do Great Ormond Street disseram, no entanto, que a instituição está disposta a atender o desejo da família, "se ela for possível".

O bebê de 11 meses sofre de uma condição genética extremamente rara que causa o enfraquecimento progressivo de seus músculos e danos cerebrais, e a longa batalha de seus pais para salvá-lo conquistou uma onda de empatia internacional.

"Estamos enfrentando dificuldades (impostas) pelo hospital que atrapalham os planos dos pais de terem um curto período de tempo (em casa) antes do ato final da curta vida de Charlie", disse o advogado da família, Grant Armstrong, à Suprema Corte, onde foi parar a disputa entre a família e o hospital sobre as condições em que os aparelhos que mantém a criança viva serão desligados.

Minutos depois, a advogada que representa a instituição disse que o casal rejeitou uma oferta de mediação para a questão, mas que o hospital estava disposto a cumprir o desejo de Chris Gard e Connie Yates "se fosse possível".

Na segunda-feira, o casal anunciou que abandonaria a luta legal para permitir um tratamento experimental em Charlie, dizendo que a condição do bebê havia se deteriorado demais para qualquer possível recuperação - eles desejavam transferi-lo para os EUA para tentar um tratamento experimental. / REUTERS e ASSOCIATED PRESS

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