Jorge Dan Lopez / Reuters
Jorge Dan Lopez / Reuters

Pais de estudantes desaparecidos saem em caravana no México

Um dos três grupos de ônibus saiu da cidade de Ayotzinapa (Estado de Guerrero), onde fica a escola rural a qual pertenciam os jovens

O Estado de S. Paulo

13 Novembro 2014 | 19h16

AYOTZINAPA, México - Desesperados e exaustos, os pais dos 43 estudantes que desapareceram em setembro no México saíram em caravana pelo país, nesta quinta-feira, 13, para protestar contra a investigação oficial, indicando que os jovens foram massacrados. "Olhe para eles, eles estão vivos", gritavam os manifestantes, pressionando o governo de Enrique Peña Nieto.

"Temos certeza de que estão vivos e vamos continuar buscando por eles. Vamos nisso até o fim", disse à agência France-Presse Felipe de la Cruz, porta-voz dos pais, antes de entrar em um dos ônibus dos parentes e estudantes que seguem em viagem para o Estado de Chihuahua, na fronteira com os EUA, a mais de 1,7 mil de distância.  

A caravana, formada por alguns dos pais e dezenas de estudantes que os apoiam, foi a primeira das três que sairiam de diferentes pontos do país, e deixou a cidade de Ayotzinapa (Estado de Guerrero), onde fica a escola rural a qual pertenciam os estudantes desaparecidos. Antes de chegarem ao seu destino, os três grupos se encontrarão na Cidade do México no dia 20 de novembro, data em que é lembrada a Revolução Mexicana. 

Alunos desta instituição cercaram os ônibus para se despedir os dos pais, que levavam com eles comida e cartazes com os rostos dos jovens desaparecidos. A suspeita é de que eles teriam sido atacados por policiais da cidade de Iguala e entregues a narcotraficantes.

Apesar de a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter anunciado que os estudantes foram assassinados, o movimento "43x43. Nem mais um desaparecido" considerou na quarta-feira que existe "a possibilidade de encontrar com vida os estudantes", após analisar o relatório divulgado, no dia anterior, pelos peritos argentinos que foram contratados pelos familiares. 

A Equipe Argentina de Antropologia Forense afirmou que as análises feitas nos cerca de 30 corpos, encontrados em valas clandestinas na cidade Iguala, determinaram que os restos não são dos estudantes desaparecidos. / AFP e EFE

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