Nicholas K. Geranios/AP
Nicholas K. Geranios/AP

Pais 'denunciam' ativista nos Estados Unidos

Rachel Dolezal teria mentido sobre suas origens

O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2015 | 02h03

Os pais de uma ativista de direitos civis na cidade americana de Spokane, Washington, disseram que a filha se apresentou erroneamente como negra durante anos, provocando uma discussão em redes sociais sobre raça e identidade.

Rachel Dolezal, de 37 anos, presidente da representação da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP, nas siglas em inglês) em Spokane e professora do Programa de Estudos Africanos na Universidade de Washington, disse em uma de suas inscrições para trabalho que ela era negra e em outras que era branca ou americana nativa.

Membros de organizações dos direitos civis em Spokane disseram que Rachel assegurou ser afro-americana. Alegações de que ela recebeu cartas com declarações ameaçadoras em fevereiro e março provocaram uma ampla cobertura da mídia, mas também ceticismo.

Ruthanne e Larry Dolezal disseram a TVs locais que sua filha é caucasiana e mudou sua aparência para parecer negra. "Ela escolheu se apresentar como uma mulher afro-americana, mas isso não é verdade", disse a mãe, Ruthanne.

A cidade de Spokane está investigando se Rachel mentiu quando se identificou como afro-americana em um formulário para se inscrever como voluntária para a comissão da polícia cidadã, segundo relatos da imprensa local.

Rachel, que em várias ocasiões disse ter sido vítima de racismo, abandonou uma entrevista na TV ao ser pressionada sobre seu histórico. O pai da ativista disse ao site BuzzFeed que ela tinha cortado todos os contatos com a família. "Ela é nossa filha e ambos somos de ascendência europeia", declarou. Ele forneceu ao Washington Post uma cópia da certidão de nascimento da filha.

Rachel, que apagou as postagens de sua página no Facebook, estava constantemente online e tem um site onde expõe seu trabalho. Em fevereiro, ela disse a um repórter do jornal da Universidade Washington que seus trabalhos, muitos sobre questões dos direitos civis, foram vendidos por milhares de dólares. / AP

Tudo o que sabemos sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.