EFE/Will Oliver
EFE/Will Oliver

Pais do bebê Charlie Gard criarão fundação para doenças raras

Chris Gard e Connie Yates lutaram por meses para poder levar o bebê, que tinha síndrome de depleção do DNA mitocondrial, para um tratamento experimental nos Estados Unidos; a criança morreu em julho

O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2017 | 16h51

LONDRES - Os pais do bebê britânico Charlie Gard, que morreu no dia 28 por uma síndrome incurável, anunciaram nesta terça-feira, 15, que vão usar o dinheiro que receberam de doações para criar uma fundação para crianças com doenças raras.

Chris Gard e Connie Yates, os pais, lutaram por meses para poder levar o bebê, que tinha síndrome de depleção do DNA mitocondrial, para um tratamento experimental nos Estados Unidos. O Hospital Great Ormond Street onde a criança estava, no entanto, não permitiu a transferência. O caso foi parar na Justiça e gerou grande repercussão no Reino Unido e no mundo.

Seis meses antes da morte do filho, o casal fez um apelo no site GoFundMe para arrecadar fundos para as despesas médicas e conseguiu 1,3 milhão de libras (R$ 5.376.930). Hoje, eles informaram que o dinheiro será usado para a criação da Charlie Gard Foundation.

"Nosso lindo Charlie foi abençoado com centenas de milhares de pessoas de todo o mundo. Estamos muito agradecidos por todo o amor e apoio e gostaria de aproveitar esta oportunidade para dizer o que vamos fazer com o dinheiro doado para a causa de Charlie", afirmaram os pais em um comunicado.

"O acesso ao tratamento médico, e os médicos especialistas, nunca devem ser negados se os fundos estiverem disponíveis", acrescentaram. / EFE

 

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