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Pais identificam em vídeo 77 das meninas sequestradas na Nigéria

Presidente do Senado diz que governo resgatará as mais de 200 garotas levadas pelo Boko Haram há um mês

O Estado de S. Paulo,

14 Maio 2014 | 11h25

LAGOS - Os pais de 77 meninas das mais de 200 sequestradas pelo grupo terrorista Boko Haram no norte da Nigéria reconheceram as filhas no vídeo divulgado nesta semana, informou nesta quarta-feira, 14, a imprensa local.

Parentes das estudantes, sequestradas há um mês, reuniram-se terça-feira em Maiduguri, capital do Estado de Borno (onde ocorreu o sequestro), para assistir ao vídeo que mostra cerca de cem das meninas raptadas pela milícia vestidas com véus islâmicos.

Pais, colegas da escola e representantes do governo regional de Borno puderam identificar 77 meninas nas imagens, analisadas durante o dia todo e parte da noite, segundo o jornal digital This Day.

O fato de alguns pais não terem conseguido identificar as filhas levantou especulações sobre a possibilidade de algumas das meninas que aparecem no vídeo terem sido sequestradas antes de 14 de abril em outras localidades de Borno.

Os nomes das meninas identificadas estão sendo comparados com os registros da escola de Chibok, onde ocorreu o sequestro do dia 14, explicou o governador de Borno, Kashim Shettima. "A missão continua e se espera que os pais, estudantes e professores apresentem mais nomes."

O presidente do Senado da Nigéria, David Mark, garantiu que o governo federal resgatará as meninas. Sobre as declarações de porta-vozes governamentais de que a opção de negociar com o Boko Haram não está descartada, Mark afirmou que a "Nigéria não negociará com terroristas sob nenhuma circunstância".

"Se negociarmos com eles, pegarão mais pessoas e teremos que voltar a negociar", disse Mark em entrevista à Agência de Notícias da Nigéria (NAN). O grupo terrorista condicionou o fim do sequestro das meninas à libertação de seus presos.

O Boko Haram, que significa em língua local "a educação não islâmica é pecado", luta para impor a "sharia" (lei islâmica) na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul. Desde que a polícia matou em 2009 o líder do grupo terrorista, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha que deixou mais de três mil mortos.

Com 170 milhões de habitantes integrados em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria sofre múltiplas tensões por suas profundas diferenças políticas, religiosas e territoriais./ EFE

 
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