'País nenhum pode se proteger 100%', diz premiê norueguês

Jens Stoltenberg diz que Noruega vai mudar, mas preservando seus valores democráticos

BBC

25 de julho de 2011 | 14h42

OSLO - O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, afirmou, em entrevista exclusiva à BBC, que nenhum país pode se proteger totalmente de ataques como os ocorridos na última sexta-feira no país e que deixaram 76 mortos.

 

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"Acredito que sociedade nenhuma, e temos visto isto em inúmeras sociedades, é capaz de estar 100% protegida contra atos de terrorismo, de violência. Temos conflitos, pessoas extremistas na Noruega e vimos violência antes, mas não na escala vista na sexta-feira", disse ele.

Ele disse acreditar que os ataques mudaram o país, mas a Noruega que emergirá "será reconhecível". "Teremos uma Noruega antes e uma depois dos ataques com bomba e assassinatos. Mas farei tudo o que puder para não mudarmos de forma a prejudicar nossos valores básicos de abertura, democracia e participação", prosseguiu.

"A Noruega é um país onde nos sentimos todos muito próximos uns dos outros e não tínhamos experimentado nada assim antes. Temos que voltar até a Segunda Guerra Mundial para encontrar algum tipo de violência parecido. Por isso, as pessoas estão em luto profundo, ainda chocados, mas unidas e juntas para se confortar", completou.

O primeiro-ministro agradeceu a solidariedade que a Noruega vem recebendo por parte da comunidade internacional.

Outros desenvolvimentos

Nesta segunda-feira, a polícia norueguesa revisou para baixo o total de mortos nos dois ataques coordenados ocorridos em Oslo e na ilha de Utoya. De acordo com as novas estimativas, o total de mortos foi de 76, e não de 93, como havia sido divulgado anteriormente.

Segundo a polícia, 68 pessoas foram mortas no ataque perpetrado por Anders Behring Breivik na ilha de Utoya. A contagem anterior era de 86. Já o número de mortos no atentado a bomba no centro de Oslo subiu de sete para oito, segundo o porta-voz da polícia de Oslo Oeystein Maeland.

 

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Também nesta segunda-feira, Breivik afirmou trabalhar com "duas outras células" para combater a "dominação muçulmana".

 

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