País plantará batatas em vez de maconha

O ministro da Agricultura da Guatemala, Elmer López, anunciou na última semana planos para substituir os cultivos de maconha e papoula do país por plantações de batata e de frutas tropicais. A nova política do governo custaria ao país US$ 3,8 milhões. "Nós temos de oferecer a eles uma alternativa", disse López.

CIDADE DA GUATEMALA, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2014 | 02h02

No início do mês, o presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina, eleito em novembro de 2011, disse novamente que pretende legalizar os cultivos de maconha e de papoula em algumas zonas vigiadas para satisfazer as demandas farmacêuticas. A intenção de legalizar a droga foi anunciada, pela primeira vez, em seu discurso de posse, em janeiro de 2012, o que surpreendeu a população, já que o combate aos narcotraficantes foi uma das promessas de sua campanha.

Em muitos municípios guatemaltecos na fronteira com o México, os cultivos de maconha e de papoula - matéria-prima do ópio e da heroína - já substituíram às tradicionais plantações de milho e de feijão. Muitos setores da sociedade guatemalteca temem a legalização, porque acreditam que a medida tornaria o país um paraíso para os produtores e traficantes em razão da proximidade com México e EUA. / REUTERS

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