País precisa retomar o equilíbrio fiscal

Não importa o plano que tenha cada candidato à presidência argentina: há um consenso de que existe um atraso cambial forte e é preciso fazer uma correção. Há excesso de pesos em relação ao dólar - cujo preço se nota cada vez mais desregulado - e isso causa sobre o mercado pressões que seguirão até a eleição. Muitos setores da economia estão em situação de asfixia e uma acomodação no câmbio permitiria recuperar pelo menos parte da rentabilidade. É importante que a correção não termine aí e a nova gestão entenda que estimular competitividade sustentável é a única forma voltar a crescer.

O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2015 | 02h01

Já a inflação é consequência de um conjunto de desequilíbrios. Quem assumir não poderá conviver com uma taxa anual de 25%, a distorção de preços relativos - principalmente tarifas e câmbio -, o déficit fiscal financiado com emissão de moeda e o controle cambial. O primeiro passo é admitir a inflação, que o governo estima em 15%. O principal fator por trás da alta dos preços é que o governo gasta mais do que arrecada. Sem correção fiscal não se pode determinar a política monetária e, sem essa, a inflação se torna incontrolável. Não falamos de cortar gastos, mas direcioná-los com certo equilíbrio. O maior exemplo são os subsídios generalizados.

É ECONOMISTA, DIRETOR DA CONSULTORIA

ABECEB E EX-SECRETÁRIO DE INDÚSTRIA E

MINERAÇÃO ARGENTINA (2002-2003)

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