Danish Siddiqui / Reuters
Danish Siddiqui / Reuters

Pais protestam em escola na Índia onde menina de 7 anos teria sido estuprada

Um eletricista de 37 anos é suspeito de ter levado a criança para uma sala isolada; país registrou cerca de 19 mil ataques sexuais a menores em 2016

O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2018 | 11h50

NOVA DÉLHI - Pais e mães protestaram nesta sexta-feira, 10, em frente a uma escola pública em Nova Délhi, na Índia, depois de uma menina de sete anos ter sido supostamente estuprada por um eletricista dentro do colégio, informou a polícia.

O caso surge após um outro escândalo de abuso sexual em dois abrigos para menores de idade, o que provocou indignação no país. O mais recente foi descoberto quando a família percebeu que a criança sangrava e apresentou uma queixa à polícia na quinta-feira.

“Foi feito um exame médico na vítima. Os resultados mostravam indícios de agressão sexual”, afirmou Madhur Verma, porta-voz da polícia de Nova Délhi. O eletricista, de 37 anos, foi detido após ser identificado pela vítima, acrescentou Verma.

Segundo a imprensa local, o suspeito, que foi contratado pela escola há um mês, levou a menina para uma sala isolada com tanques de água quando ela deixava a escola.

Relembre: polícia prende suspeitos de estupro coletivo de turista na Índia

A Índia tem índices elevados de casos de violência sexual. Em 2016, foram registrados cerca de 19 mil ataques contra menores, mas os ativistas afirmam que muitos deles não são apresentados à polícia em razão do estigma social relacionado aos crimes sexuais.

Em janeiro, uma menina de oito anos morreu após ser sequestrada, drogada e violentada por um grupo durante vários dias na região de Jamu e Caxemira. O caso levou à aprovação da pena de morte para os condenados por estupro de menores de 12 anos. / AFP

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