País quer criar ''centros eróticos''

Objetivo é controlar a prostituição

Efe, ROMA, O Estadao de S.Paulo

27 de fevereiro de 2009 | 00h00

A conservadora Liga Norte, que faz parte da coalizão de governo do premiê Silvio Berlusconi, quer criar "centros eróticos" para tentar resolver o problema da prostituição na Itália. Uma lei aprovada em 11 de setembro de 2008 pelo Conselho de Ministros tipifica a prostituição exercida em lugares "públicos ou abertos" como crime e prevê penas tanto para quem exerce a profissão quanto para os clientes.Em Roma, há uma lei que multa em 500 os clientes que se aproximarem de prostitutas na rua. Elas também são proibidas de se vestir de maneira "indecente". "Estamos de acordo com as normas porque elas garantem a ordem", disse a vice-presidente da Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados, Carolina Lussana, da Liga Norte. Mas ela acredita que a solução ideal para o problema seria a criação de centros eróticos, além da regulamentação da prostituição. Assim, as prostitutas poderiam pagar impostos e o governo teria controle sobre o trabalho."Sem dúvida, tirar as prostitutas da rua pode ser eficaz, mas também poderíamos deixar que cada região decida a maneira de regulamentar o exercício da prostituição em certas áreas - como já foi sugerido - ou em locais privados usados só para isso", disse Carolina, sem detalhar como seriam esses centros.

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