Países árabes prometem ajuda financeira para o Líbano

A Liga Árabe, com a participação de 18 ministros de Relações Exteriores, realizou uma reunião extraordinária para discutir como angariar fundos para a reconstrução do Líbano, além de debater as tensões entre as nações árabes contrárias ao Hezbollah e a Síria, país partidário da milícia.O governo do Kuwait planeja doar US$ 800 milhões para o Líbano, anunciou o ministro Mohammed Al Sabah. O representante da Arábia Saudita disse que o país já doou US$ 500 milhões, e outras nações já garantiram também que irão ajudar. O ministro libanês Fawzi Salloukh agradeceu a ajuda e aproveitou para pedir mais colaboração aos países árabes. "O Líbano precisa de ainda mais ajuda para a sua reconstrução".Os ministros, preocupados com os 34 dias de guerra entre Hezbollah e Israel, afirmaram que o conflito tem contribuído para o aumento da tensão na Síria e no Irã, e querem o quanto antes colocar em prática o plano para enviar os fundos para o Líbano e retomar o processo de paz no Oriente Médio. Os diplomatas disseram que os árabes querem se sobrepor à ajuda financeira que, acreditam, está vindo do Irã para o Hezbollah para financiar projetos de reconstrução. Aproximadamente 15 mil apartamentos e 140 pontes foram destruídos pelos bombardeios israelenses no Líbano. O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, garantiu ajudar na reconstrução do Líbano. A milícia já começou a distribuir dinheiro entre a população que perdeu suas casas, para o pagamento de aluguéis e a compra de móveis. Nasrallah não disse de onde o dinheiro vem, mas acredita-se que o Irã, que ajudou a criar o Hezbollah, tenha contribuído nesta ajuda. Contudo, o Irã, que não é uma nação árabe e não faz parte da Liga, negou neste domingo que esteja enviando dinheiro ao Hezbollah. "O Hezbollah tem independência econômica no Líbano. Eles têm seus próprios recursos e o apoio popular", disse o porta-voz do primeiro-ministro do Irã, Hamid Reza Asefi. Dezoito dos 22 ministros da Liga Árabe estiveram reunidos no Cairo. Em virtude do crescimento das tensões, o ministro da Síria Walid Moallem foi um dos que não compareceu. Sua falta acontece logo após líderes árabes se indignaram com uma declaração do presidente sírio, Bashar Assad, que na última terça-feira, disse que a guerra no Líbano tinha "revelado meio-homens", numa referência a oposição da Arábia Saudita, Egito e Jordânia ao seqüestro dos dois soldados israelenses que provocou o início do conflito entre Israel e a milícia.

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