Países árabes saúdam proposta de paz saudita

Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Egito e Jordânia saudaram nesta quarta-feira a notícia de que a Arábia Saudita pretendia oferecer a Israel um tratado de paz com todo o mundo árabe em troca da retirada israelense de territórios árabes ocupados na guerra de 1967, incluindo a Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, reivindicados pelos palestinos. Na verdade, essa é uma antiga posição árabe. O jornal norte-americano The New York Times publicou em sua edição de domingo que o príncipe herdeiro Abdullah, da Arábia Saudita, iria apresentar a proposta na cúpula árabe no mês que vem no Líbano, mas mudou de idéia por responsabilizar o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, pela escalada da violência. O ministro do Exterior do Bahrein, xeque Mohammed bin Mubarak Al Khalifa, considerou "importante" a notícia da oferta, segundo a agência oficial de notícias do país. "Ela se encaixa no quadro dos esforços que o reino da Arábia Saudita tem feito para pôr fim à ocupação de todos os territórios árabes capturados em 1967, pôr fim ao conflito na região e para que o fraterno povo palestino alcance seus direitos no estabelecimento de um Estado independente, com Jerusalém como sua capital". Os Emirados Árabes Unidos também aplaudiram os noticiados comentários de Abdullah. "Essa posição confirma que os árabes são capazes de dar os passos sérios e corretos no momento certo... para contribuírem para se alcançar a paz e a segurança mundiais e garantir ao povo palestino seus direitos", disse o ministro para Assuntos Exteriores, xeque Hamdan bin Zayed Al Nahyan, segundo o jornal controlado pelo governo Al-Ittihad, em Abu Dhabi. O Egito e a Jordânia, os únicos países árabes que assinaram tratados de paz com Israel, apoiaram a proposta. O ministro do Exterior egípcio, Ahmed Maher, disse numa entrevista publicada hoje no jornal saudita Al Riyadh que a iniciativa da Arábia Saudita era uma confirmação do apoio do reino aos palestinos. "Espera-se que o governo de Israel ouça a voz da razão emanando do mundo árabe ao invés de continuar com sua estúpida política baseada na incorreta e contínua agressão, uma política que não trouxe nem trará a paz a Israel ou aos Estados da região", afirmou ele ao jornal. O chanceler jordaniano, Marwan Muasher, disse que a proposta era "extremamente positiva" e poderia "romper o impasse no processo de paz". O comentário foi divulgado pela agência oficial de notícias Petra. O governo da Arábia Saudita ainda não confirmou oficialmente que o príncipe fez a declaração. Mas os comentários foram divulgado pela oficial Agência de Notícias Saudita, citando o New York Times, e jornais controlados pelo governo têm trazido reações à declaração atribuída a Abdullah. Em Israel, assessores de Sharon disseram que só darão uma resposta quando a proposta for oficialmente apresentada.

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