Países asiáticos podem integrar força de paz no Sudão

China, Índia e Paquistão oferecem ajuda após reunião da ONU e da União Africana

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

Três países asiáticos - China, Índia e Paquistão - estudam a possibilidade de contribuírem com tropas para uma força conjunta de paz da União Africana (UA) e da Organização das Nações Unidas (ONU), a ser enviada para a deflagrada região de Darfur, no oeste do Sudão, disse neste sábado, 16, o embaixador da África do Sul na ONU, Dumisani Kumalo. A disposição de chineses, indianos e paquistaneses de participarem da força de paz foi comunicada após reunião entre embaixadores do Conselho de Segurança da ONU e representantes da UA. A reunião ocorreu quatro dias depois de o Sudão concordar com a substituição de 7 mil homens da UA estacionados em Darfur por um novo grupo de 19 mil soldados de paz. Mal aparelhada e carente de recursos financeiros, a força da UA não tem conseguido deter os conflitos iniciados na região há quatro anos e que já deixaram mais de 200 mil mortos. Força de paz No início da semana, o Sudão aceitou o mandato e a estrutura de uma força de paz conjunta da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Africana (UA) a ser enviada à região de Darfur, disse uma autoridade da entidade africana. Lendo um comunicado finalizado após encontro de dois dias em Adis-Abeba (capital da Etiópia), o comissário da UA para a Paz e a Segurança, Said Djinnit, afirmou que o governo sudanês, depois de esclarecimentos feitos pela ONU e pela UA, havia aceitado o envio de uma força com algo entre 17 mil e 19 mil soldados. "O governo do Sudão acatou a proposta conjunta a respeito da operação híbrida", disse Djinnit. "Também houve acordo sobre recomendações específicas a respeito do mandato e da estrutura da operação, e sobre detalhes relativos a seus vários participantes e tarefas." Não foram fornecidos maiores detalhes, mas Djinnit acrescentou que o acordo também previa um cessar-fogo amplo e imediato, além da realização de um processo político inclusivo em Darfur. A maior parte dos soldados seria africana, acrescentou Djinnit. No começo de 2003, em Darfur, rebeldes não-árabes pegaram em armas acusando o governo sudanês de não ajudá-los na remota e árida região em que vivem. O governo respondeu formando milícias árabes conhecidas como Janjaweed. Especialistas calculam que 200 mil pessoas foram mortas e outros 2 milhões de moradores da região expulsos de suas casas. No último ano, os grupos rebeldes passaram a se enfrentar. Cerca de 9 mil pessoas já morreram.

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