Países asiáticos rejeitam interferência estrangeira em Mianmar

Diplomatas da região afirmam que comissão de direitos humanos não deve intervir na crise política do país

Associated Press e Agência Estado,

21 de novembro de 2007 | 09h29

A comissão de direitos humanos criada pelas nações do Sudeste Asiático não deve interferir nos problemas internos de direitos humanos como a atual crise em Mianmar, mas sim proteger os seus países-membros da interferência estrangeira. A recomendação foi feita por diplomatas da região e consta de um relatório ao qual a agência de notícias Associated Press teve acesso.  O relatório foi elaborado pela Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), cujos líderes adotaram um marco regulatório que determina a criação de uma agência de direitos humanos entre outras medidas. As recomendações do relatório confirmam que a agência não teria poder para interferir em violações ostensivas de direitos humanos, como é o caso de Mianmar. O conteúdo revela a grande relutância da Asean de cobrar explicações de qualquer um de seus membros ou responsabilizá-los publicamente pela clara violação dos direitos humanos, como em Mianmar, onde 15 pessoas foram mortas durante protestos pró-democracia em setembro.

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