Países asiáticos vizinhos à Malásia não registraram sinal de avião desaparecido

Malásia pediu que mais países partilhem informações confidenciais de radares e satélites para estreitar o raio de buscas do voo 370

Agência Estado

16 de março de 2014 | 19h17

Indonésia, Birmânia, Tailândia, Índia e o Paquistão disseram não haver sinais de que o Boeing 777 desaparecido voou sobre seus respectivos territórios. Hoje, o governo da Malásia pediu que mais países partilhassem informações confidenciais de radares e satélites, para que pudesse estreitar o vasto raio de buscas do voo 370 da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de uma semana. O número de países na busca da aeronave dobrou para 22.

As autoridades da aviação da Malásia e de outros países que ajudam na investigação acreditam que a última comunicação por satélite do avião pode ter vindo de dois corredores: um mais ao norte, indo da fronteira do Casaquistão com o Turcomenistão até o norte da Tailândia; e outro mais ao sul, que se estende da Indonésia ao sul do Oceano Índico. Segundo o ministro da Defesa e vice dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein, os dois corredores estão sendo tratados "com igual importância".

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razk, disse que o governo acredita que o avião desapareceu "em uma ação deliberada" em 8 de março, quando voava com 239 pessoas a bordo, fazendo um trajeto entre Kuala Lumpur e Pequim.

A Malaysia Airlines divulgou um comunicado, após a fala do premiê, dizendo que a situação é sem precedentes para a companhia e para toda a indústria da aviação. "Nunca houve um caso em que informações captadas apenas por sinais de satélites pudessem potencialmente ser usadas para identificar a localização de um voo comercial desaparecido. Dada a natureza da situação e sua extrema sensibilidade, era imprescindível que os sinais de satélite isolados fossem verificados e analisados por autoridades especializadas para que seu significado pudesse ser entendido. Isso nos tomou tempo, durante o qual não pudemos confirmar nenhuma informação."

O avião saiu de Kuala Lumpur à 0h41 do dia 8 (13h41 em Brasília, dia 7) e tinha previsão de chegada a Pequim seis horas mais tarde, mas desapareceu dos radares 40 minutos depois da decolagem. Segundo a Malaysia Airlines, o Boeing 777-200 tinha combustível para 7 horas e meia de voo.

Apoio internacional. Os Estados Unidos colocaram seu avião mais avançado de vigilância marítima, o P-8A Poseidon, com nove homens a bordo, na missão de busca do avião malaio desaparecido. Ao mesmo tempo, o USS Kidd, um destroier equipado com helicópteros de busca, permanece na entrada do estreito de Malaca.

Ao mesmo tempo, o chefe das forças de defesa da Austrália, general David Hurley, disse que as autoridades da Malásia que coordenam as operações orientaram a aeronave de patrulha marítima australiana AP-3C Órion a dar início as buscas no norte e oeste das ilhas Cocos, um atol entre a costa oeste da Austrália e o Sri Lanka.

Autoridades da China não responderam a perguntas sobre se a defesa do espaço aéreo identificou algum avião sobrevoando o oeste do território, uma área altamente militarizada. Fonte: Dow Jones Newswire.

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