Países começam a retirar cidadãos do Líbano

Governos de países da Ásia e da região do Pacífico começaram nesta segunda-feira a trabalhar para a retirada segura de seus cidadãos do Líbano. O refúgio escolhido é a Síria.A Austrália definiu as rotas mais seguras para a retirada, enquanto Tailândia, Nova Zelândia, Japão e Filipinas também ajudam seus cidadãos a fugirem da violência do Oriente Médio.A Indonésia retirou 45 cidadãos no domingo e outros 35 estão programados para deixar o país o mais rápido possível, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. Aproximadamente 5 mil australianos em viagem no Líbano se registraram na Embaixada Australiana no país e acredita-se que pelo menos 25 mil vivem no Líbano. Os 86 do primeiro grupo de australianos retirados foram de ônibus para a Síria nesta segunda-feira.Oficiais filipinos estimam que aproximadamente 30 mil trabalhadores morando no Líbano e três igrejas foram identificadas na região de Beirute como refúgio seguro. Cerca de 500 filipinos foram abrigados em uma das igrejas.Já o Ministério das Relações Exteriores determinou que todos os japoneses das províncias no sul do Líbano, Chouf e Bekka, deixem o país imediatamente. Aproximadamente 70 japoneses estão registrados como residentes no Líbano.A Tailândia enviou veículos da Síria para a retirada de 25 cidadãos. Outro grupo de 25 será retirado em seguida. A China disse nesta segunda-feira que enviou a maior parte de seus cidadão para a Síria e avisou para que todos que ainda estão no Líbano saiam imediatamente. Não há um número exato de chineses na região.A Coréia do Sul informou que 36 de seus 60 cidadãos podem já ter deixado o país em direção à Síria. Ação conjuntaO governo da Nova Zelândia informou que está trabalhando em conjunto com o Reino Unido e a França para retirar seus cidadãos da região de conflito. A Nova Zelândia não tem embaixada no Líbano. A Itália retirou nesta segunda-feira 383 pessoas, em sua maioria italianas, de Beirute, através da embaixada italiana na capital libanesa, informou o Ministério de Exteriores em Roma. Todos foram levados em 17 ônibus para o porto de Beirute, onde embarcarão em um navio da Marinha Militar italiana que as levará ao Chipre, segundo a Unidade de Crise de Assuntos Exteriores, que há dias planeja a repatriação de italianos que estão no Líbano. Os italianos retornarão a Roma nesta segunda-feira à noite.No domingo, mais de 350 pessoas, em sua maioria italianas, chegaram ao aeroporto romano de Fiumicino procedente do Líbano. Os retirados tinham feito escala no Chipre e entre os passageiros havia muitas crianças.

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