Países criam fundo para remunerar opositores de Assad na Síria

Com a economia síria em decadência, os salários incentivariam a deserção de soldados do exército de Assad, enfraquecendo o regime

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

01 de abril de 2012 | 11h59

A Arábia Saudita e outros países do Golfo Árabe estão criando um fundo para pagar salários aos membros do Exército Livre Sírio, de opositores de Bashar Assad, e soldados que abandonaram o regime para se juntar aos opositores, disseram participantes da conferência sobre a Síria que acontece em Istambul, Turquia, neste domingo.

Um representante de uma das delegações descreveu o fundo como um "pote de ouro" para dizimar o exército de Assad. Com a economia síria em decadência, os salários incentivariam a deserção de soldados do exército de Assad, enfraquecendo o regime.

O plano seria uma alternativa à falta de consenso internacional sobre se o melhor seria armar ou somente oferecer ajuda humanitária aos que combatem o regime sírio. O plano revela também a frustração de meses de diplomacia para pressionar Assad e que não produziu sucesso.

Participantes da conferência "Amigos do Povo Sírio" confirmaram o plano, mas detalhes ainda estão sendo trabalhados. Não está claro, por exemplo, como o fundo seria formado ou monitorado, ou como o pagamento dos salários seria garantido.

Os sauditas e outros estados do Golfo Árabe haviam proposto dar armas para os opositores, enquanto os Estados Unidos e outros aliados, incluindo a Turquia, temiam alimentar uma guerra civil. Washington não tomou uma posição pública sobre o fundo, mas parece ter dado apoio tático aos seus aliados árabes. As informações são da Associated Press.

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