Países da Alba adotam moeda virtual, o sucre

Os seis países-membros da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), e o Equador, assinaram ontem um acordo para a criação de uma moeda virtual, o sucre. Eles esperam que o sistema monetário de compensação comercial entre em funcionamento em 1º de janeiro."Nasceu o sucre, o primeiro elemento econômico e financeiro concreto no espaço regional da Alba, mais o Equador", declarou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, durante reunião do grupo na cidade de Cumaná, leste da Venezuela.O acordo foi firmado pelos presidentes da Venezuela; Bolívia, Evo Morales; Cuba, Raúl Castro; Nicarágua, Daniel Ortega; Honduras, Manuel Zelaya, e o primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit - os membros plenos da Alba. O documento também foi subscrito pelo chanceler equatoriano, Fander Falconi, que representou o presidente Rafael Correa, cujo país propôs a moeda virtual e é observador da Alba. Homenagem a um dos heróis da independência latino-americana, sucre é o nome da antiga moeda do Equador, que hoje é dolarizado.A Alba foi criada em 2004 por Cuba e Venezuela para contrapor-se à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), impulsionada por vários países latino-americanos e os EUA. A 7ª reunião da Alba também buscou adotar uma posição comum diante da ausência de Cuba na Cúpula das Américas, que começa hoje em Trinidad e Tobago, assim como exigir o levantamento do embargo americano à ilha. Durante a reunião, Chávez anunciou o ingresso das ilhas caribenhas de San Vicente e Granadinas como sétimo membro da Alba. A ex-colônia britânica tem 389 km² e 120 mil habitantes.

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