Países da "lista negra" expressam seu pesar aos EUA

Quatro nações que muitas vezes se confrontam com os Estados Unidos expressaram hoje sua compaixão pelos ataques terroristas em Nova York e Washington. O líder líbio, Muammar Kadafi, cujo país é listado pelos EUA como um Estado terrorista, parece ter falado por todos quando afirmou hoje que nenhuma ideologia deve ser levada em consideração em um momento "de horror como este".Assim como a Líbia, o Sudão, a Síria e o Irã também são condenados pelos Estados Unidos como terroristas e, em troca, acusam Washington de atingir os muçulmanos ao se manter do lado de Israel na questão palestina. E assim como a Líbia, o Sudão, a Síria e o Irã também expressaram seu horror em relação aos ataques que derrubaram as torres gêmeas do World Trade Center e uma parte do Pentágono."Apesar do conflito com a América é uma obrigação humana demonstrar simpatia ao povo americano e estar com ele nestes acontecimentos horripilantes que ocorrem como para despertar a consciência humana", afirmou Kadafi à agência de notícias estatal.Kafati conclamou as agências de ajuda muçulmanas a se unirem a outras agências de ajuda internacionais para socorrerem os Estados Unidos, notando que os hospitais norte-americanos estão necessitando urgentemente de sangue.Também hoje, o Ministério das Relações Exteriores do Sudão expressou suas condolências em um comunicado e reafirmou "nossa rejeição a qualquer tipo de violência".Em Bagdá, o presidente iraniano, Mohammad Khatami, expressou seu "profundo pesar e simpatia com as vítimas" e afirmou que "o terrorismo ao redor do mundo é condenado e é uma obrigação internacional tentar eliminar o terrorismo".O Ministério da Informação da Síria também condenou os ataques "contra inocentes civis americanos". Segundo um oficial do ministério, o governo e o povo da Síria "oferecem suas condolências aos Estados Unidos, e ao povo norte-americano em particular".

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