Países da UE divergem sobre asilo a prisioneiros

A ordem do presidente dos EUA, Barack Obama, para que a prisão em Guantánamo seja fechada vai acelerar as discussões na Europa sobre a concessão de asilo aos prisioneiros. Ontem, a Comissão Europeia rejeitou a tomada de uma decisão comunitária, mas confirmou que uma reunião de ministros das Relações Exteriores dos 27 países membros será realizada em Bruxelas na segunda-feira para buscar um consenso sobre o tema. Desde dezembro, governos de países como França, Grã-Bretanha, Espanha, Portugal e Finlândia admitem a possibilidade de receber prisioneiros de Guantánamo, caso o governo americano confirme o pedido de auxílio. Esses países são favoráveis à ação, desde que haja um acordo interno da União Europeia. O problema é que na Alemanha o assunto provoca divergências políticas, e na Holanda, Suécia e Dinamarca os governos já se manifestaram contrários à concessão de asilo. As divergências na UE também levaram a Comissão Europeia a se abster de comentários. "Guantánamo é uma questão que cada um dos países membros administrará de forma individual. Não é um assunto comunitário e a União Europeia não se manifestará sobre o tema", disse ao Estado a porta-voz de Relações Exteriores e Política Europeia, Christianne Hohmann. Na reunião de segunda-feira em Bruxelas ministros das Relações Exteriores discutirão a questão de Guantánamo, abrindo a perspectiva de uma manifestação conjunta dos 27 países membros. Além da União Europeia, a Suíça - que não integra o bloco - já disse oficialmente que tem intenção de abrigar ex-detentos.

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