Países da Unasul ameaçam faltar em cúpula na Europa

Os países da União das Nações Sul-americanas (Unasul), com exceção do Peru e Colômbia, ameaçam não participar da Cúpula União Europeia-América Latina e Caribe, dia 18 em Madri, se a Espanha insistir em convidar o presidente de Honduras, Porfírio Lobo, para o evento. A informação foi dada pelo presidente do Equador, Rafael Correa, durante entrevista à imprensa concedida ao final da reunião extraordinária do bloco, nesta terça-feira.

MARINA GUIMARÃES, Agência Estado

04 Maio 2010 | 19h25

"Há um mal-estar entre a maioria dos países, que vai impedir a participação na cúpula", reconheceu Correa, afirmando que o desconforto com o governo espanhol "é óbvio" porque atua como "se não tivesse ocorrido nada em Honduras". Ao lado da presidente argentina Cristina Kirchner, Correa lembrou que houve um golpe de Estado em Honduras e que alguns países da região não reconhecem o governo de Porfírio Lobo, eleito em novembro.

Segundo Cristina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou uma moção propondo que Lobo seja reconhecido mediante ações que promovam uma reconciliação em Honduras, com o regresso do ex-presidente Manuel Zelaya ao seu país com todos os direitos garantidos. Contudo, a moção não obteve unanimidade porque os governos peruano e colombiano já reconheceram a legitimidade de Lobo. No entanto, Correa e Cristina destacaram que o restante dos países do bloco acompanhou a moção brasileira.

Lobo não é reconhecido pelo Brasil nem pela Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Venezuela, Bolívia, Equador e Cuba. A ausência destes países provocaria um esvaziamento da cúpula.

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