Dado Ruvic/Reuters
Dado Ruvic/Reuters

Países da União Europeia iniciarão a vacinação no mesmo dia

Presidente do Comissão Europeia garantiu que bloco vai iniciar imunização simultaneamente, mas não confirmou data; Agência Europeia de Medicamentos avalia aprovação da vacina da Pfizer/BioNTech na segunda

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2020 | 08h00

BRUXELAS - Os 27 países da União Europeia (UE) iniciarão no mesmo dia as campanhas de vacinação contra a covid-19, em sinal de unidade, afirmou nesta quarta-feira, 16, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

"Começaremos assim que possível a vacinação, todos juntos, os 27, no mesmo dia, da mesma maneira que enfrentamos esta pandemia", disse a alemã em um discurso no Parlamento Europeu.

"Para controlar a pandemia, precisaremos vacinar até 70% da população. Esta é uma tarefa enorme", destacou.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA), órgão regulador do bloco, antecipou para a próxima segunda-feira a reunião que avaliará a aprovação da vacina desenvolvida pelos laboratórios Pfizer e BioNTech.

Paralelamente, Reino Unido e Estados Unidos já começaram a vacinar, uma situação que provocou a impaciência de países como a Alemanha, que deseja iniciar a sua campanha antes do Natal.

As normas europeias permitem que os países adotem individualmente decisões sobre o início de campanhas de vacinação, mas a UE prefere uma ação unificada para evitar que algumas regiões fiquem atrasadas.

Von der Leyen recordou ainda que a vacina da Pfizer/BioNTech é apenas uma das seis que a UE têm reservadas, depois que o bloco assinou grandes contratos de compra antecipada com vários laboratórios.

"No total, compramos doses mais que suficientes para todos na Europa. E poderemos apoiar nossos vizinhos e aliados em todo o mundo", disse Von der Leyen.

A cooperação pode acontecer por meio do programa COVAX, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), justamente para que vacinas consideradas eficazes e seguras estejam disponíveis para todos os países e não apenas para os mais ricos./ AFP

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