Países de língua portuguesa discutem Guiné-Bissau

Os oito países de língua portuguesa pediram nesta segunda-feira maior presença das Nações Unidas para conter a crise em Guiné-Bissau, agravada por uma revolta militar ocorrida no início de outubro. Eles decidiram, também, enviar uma "missão de sensibilização" àquele país, em caráter de urgência. Essas decisões foram tomadas em Lisboa, durante reunião de emergência do conselho de ministros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).No comunicado conjunto divulgado após o encontro, os ministros manifestaram seu apoio às autoridades legitimamente estabelecidas em Guiné e condenaram "todas as manifestações de força que tendam a constranger a ação do governo democraticamente eleito, recordando que ações de tal natureza acarretarão o isolamento de Guiné-Bissau, com inevitáveis conseqüências na mobilização de recursos para seu desenvolvimento".Durante a reunião, da qual participou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o conselho da CPLP analisou um relatório elaborado por Ovídio Pequeno e pelo chanceler do Timor Leste, José Ramos-Horta, que estiveram naquele país no período de 10 a 13 de outubro, quando dialogaram com autoridades do governo e militares revoltosos. Os ministros também avaliaram relatório de uma missão militar da CPLP, elaborada por representantes de Portugal e Cabo Verde, que estiveram em Guiné-Bissau entre os dias 14 e 20 de outubro. Dessa missão participou também o militar brasileiro que se encontra naquele país na condição de assessor militar do representante das Nações Unidas

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