Países do Golfo Árabe discutem criação de aliança

Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, aliados dos EUA no Oriente Médio, estão discutindo a criação de um pacto militar para deter militantes islâmicos, com a possibilidade de uma força conjunta para intervir em todo o Oriente Médio.

Estadão Conteúdo

03 de novembro de 2014 | 16h57

A aliança também serviria como uma demonstração de força para contrabalançar o Irã, seu rival tradicional, dominado pelos xiitas. Dois países são vistos como potenciais cenários para a atuação da aliança, de acordo com altos funcionários militares egípcios. Um é a Líbia, onde militantes islâmicos tomaram várias cidades, o outro é o Iêmen, onde os rebeldes xiitas suspeitos de ligações com o Irã tomaram o controle da capital.

As discussões refletem uma nova assertividade entre as potências sunitas da região, cujos governos, três anos de turbulência após a Primavera Árabe, têm visto o crescimento de militantes islâmicos sunitas e movimentos políticos islâmicos como uma ameaça.

As conversas também ilustram o desejo de ir além da coalizão internacional que os EUA estabeleceu para travar uma campanha aérea contra o grupo extremista Estado Islâmico no Iraque e na Síria. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estão participando dos ataques na Síria. As autoridades disseram que a aliança não tem a intenção de intervir nos dois países, mas de agir separadamente para conter outros pontos de extremistas.

Uma fonte informou à agência de notícias Associated Press que os governos estão estudando como negociar com a Líbia e que as conversas estavam "em curso sobre a cooperação mais ampla de como lidar com extremistas da região". Todos falaram sob condição de anonimato porque as negociações são secretas. O secretário de imprensa da Casa Branca, John Kirby, afirmou que não estão cientes dessas conversas. Fonte: Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
Oriente Médioaliança

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.