Países do norte da África adotam plano para proteger fronteiras

Nove países do norte da África, incluindo Líbia, Argélia e Egito, concordaram nesta segunda-feira em trabalhar juntos para proteger suas fronteiras, em um movimento para reprimir os confrontos de milícias e o contrabando de armas na esteira dos levantes da Primavera Árabe.

ALI SHUAIB, REUTERS

12 de março de 2012 | 14h39

Sob o Plano de Trípoli, os países adotarão medidas mais fortes, incluindo compartilhamento de inteligência e investimento de mais dinheiro em cidades fronteiriças.

"Apenas segurança não é suficiente para manter nossas fronteiras protegidas", disse o primeiro-ministro líbio, Abdurrahim El-Keib, em uma conferência de ministros do Interior em Trípoli nesta segunda-feira. "Devemos desenvolver e aumentar os recursos das cidades próximas às fronteiras."

Embora boa parte dos pontos do plano ainda precise ser implementada, é a primeira vez que ministros do Interior do norte da África se reúnem para discutir segurança na fronteira desde o início da guerra da Líbia no ano passado.

Repetidos confrontos em zonas de fronteira mal policiadas levaram a questão para a agenda política nos últimos meses.

Africanos que fogem da guerra e da fome em países mais ao sul também têm utilizado as fronteiras para chegar ilegalmente a países da União Europeia, como a Itália e a Grécia. Uma vez deportados da Europa, muitos voltam pelo Mediterrâneo para a Líbia.

Keib disse que os países do norte da África pediram à União Europeia uma assistência na implementação do Plano de Trípoli.

"Nós deixamos claro para a Europa que não seremos um aterro para aqueles que os europeus jogam fora", afirmou Keib a repórteres nesta segunda-feira.

Tudo o que sabemos sobre:
AFRICAFRONTEIRASEGURANCA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.