Países do Sudeste Asiático se dividem quanto à expansão da China no mar do Sul

As Filipinas pressionaram os países vizinhos do Sudeste Asiático para que tomassem um posicionamento contrário à expansão da China no Mar do Sul da China, mas a Malásia minimizou a urgência do assunto durante uma reunião dos dez membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Estadão Conteúdo

26 de abril de 2015 | 12h52

A China "tenta consolidar o controle ''de fato'' no Mar do Sul da China", afirmou o Secretário de Assuntos Exteriores das Filipinas, Albert Del Rosario. As implicações são "urgentes e abrangentes, e envolve, não apenas a região, mas a comunidade global." Del Rosario pediu que o grupo se colocasse contra a China no assunto, que se tornou o tema principal da reunião dos líderes, que terá duração de dois dias.

Pequim reivindica soberania sobre praticamente todo o disputado Mar do Sul da China e, nos últimos meses, tem ampliado duas ilhas sob o seu controle, além de construir novas ilhas artificiais. A região do Mar do Sul da China contém, potencialmente, grandes reservas de gás natural.

O projeto da China de construção de ilhas no mar tem criado preocupações de que o país estaria tentando reforçar seu controle na área onde as Filipinas, o Vietnã e outros países reivindicam territórios.

Del Rosario alertou que a China irá provavelmente completar seu trabalho antes de entrar em um acordo com os países da Asean sobre um código legalmente vinculativo, que avançou pouco desde 2002, quando as partes concordaram em trabalhar o assunto.

A Malásia, entretanto, tentou minimizar os temores das Filipinas na região onde a China é o maior parceiro comercial e tem sido cada vez mais uma fonte de financiamento.

"Seria muito apreciado se a China pudesse parar de trabalhar e sentasse com os membros da Asean", afirmou o Ministro de Relações Exteriores da Malásia. "Para nós, a posição da Asean é de que queremos colaborar com a China, não buscamos o confronto." Fonte: Dow Jones Newswires.

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