SEBASTIEN BOZON / AFP
SEBASTIEN BOZON / AFP

Países europeus ampliam restrições e aceleram vacinação para conter a Ômicron

Nova cepa ainda provocou a primeira morte na Alemanha; no Reino Unido, país mais afetado pela variante, o primeiro-ministro Boris Johnson hesita em anunciar medidas de fechamento antes do Natal

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2021 | 12h32
Atualizado 23 de dezembro de 2021 | 20h26

LONDRES - Mais três países europeus anunciaram nesta quinta-feira, 23, medidas restritivas contra o avanço da variante Ômicron do novo coronavírus no continente. Enquanto Itália e Espanha voltaram a exigir o uso de máscaras em público, a Grécia baniu eventos até o dia 3 de janeiro. Em paralelo, os principais países do continente aceleram a vacinação de crianças e a aplicação de doses de reforço para tentar conter o avanço da variante. 

A nova cepa ainda provocou a primeira morte na Alemanha. No Reino Unido, país mais afetado pela variante, o primeiro-ministro Boris Johnson hesita em anunciar medidas de fechamento antes do Natal. 

A Espanha, com uma das taxas de vacinação mais altas da Europa, registrou 50 mil casos de covid ontem. O avanço da Ômicron fez com que as autoridades espanholas voltassem a exigir o uso de máscaras. Na Catalunha, o toque de recolher foi reinstalado pela Justiça. 

A Itália, outro país com um alto índice de imunização, além de voltar a exigir máscaras, diminuiu a validade do passaporte da vacina de nove para seis meses e, assim como a Grécia, também baniu eventos públicos. Segundo as autoridades sanitárias italianas, 28% dos casos no país já correspondem à nova cepa.

Estudos recentes indicam que a Ômicron pode driblar a imunidade oferecida por infecções prévias e vacinas, apesar de oferecer um risco de hospitalização menor. A variante aparenta ser mais contagiosa que as cepas anteriores do coronavírus, o que pode submeter o sistema de saúde a um perigoso estresse 

A Alemanha confirmou nesta quinta-feira a primeira morte causada pela variante ômicron do coronavírus, que foi detectada em 25% mais casos do que no dia anterior. A  vítima é um paciente da faixa etária de 60 a 79 anos. Dos casos de covid-19 detectados no país até 22 de dezembro, 3.198 foram atribuídos à ômicron, sendo que 48 exigiram hospitalização. 

No Reino Unido, o premiê Boris Johnson enfrenta mais de 100 mil casos de covid por dia no país, com o sistema de saúde em risco pelo grande volume de pessoas infectadas. Pressionado por uma facção do seu próprio Partido Conservador para não tomar medidas mais severas, ele deve esperar o Natal para decidir por medidas mais restritivas. 

Ampliação da vacinação em pauta

Além das restrições, autoridades europeias trabalham também com a ampliação da vacinação para conter a Ômicron, tanto com a aplicação de doses de reforço como com a imunização de crianças de 5 a 11 anos. A vacinação de menores de 12 anos começou na França, Alemanha, Grécia e Itália. 

Em alguns países, como a França e a Itália, as infecções em crianças e jovens de 20 a 30 anos chega ao dobro da população em geral. / NYT, REUTERS e EFE

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