Países europeus prometem verba a novo governo palestino

O líder do Hamas, Khaled Meshaal, disse nesta sexta-feira que vários Estados europeus prometeram enviar dinheiro ao novo governo palestino. Os principais mediadores das negociações de paz podem também desafiar a decisão norte-americana de se afastar dos palestinos. Meshaal disse que os Estados Unidos não estão mais aptos a convencer os outros mediadores do Quarteto do Oriente Médio a manter as sanções financeiras impostas ao governo palestino depois da surpreendente vitória do Hamas nas eleições gerais de 2006. "Há países europeus que já decidiram pela ajuda financeira anual ao governo palestino e contataram membros do governo", disse Meshaal em uma coletiva de imprensa no Cairo. "A comunidade internacional começou a dar passos para quebrar o embargo", acrescentou. Mas ele se recusou a identificar os países que se comprometeram e não disse se eles aguardarão por uma decisão oficial do Quarteto - Estados Unidos, ONU, União Européia e Rússia - pela derrubada das sanções. O islâmico Hamas e o grupo Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, chegaram a um acordo neste mês em Meca, na Arábia Saudita, para formar um governo de união nacional esperando o fim do boicote liderado pelos Estados Unidos e a interrupção da violência entre os palestinos. O Quarteto reiterou na quarta-feira o pedido para que o novo governo renuncie à violência, reconheça o Estado de Israel e aceite os acordos de paz já acertados, mas não disse como lidará com o governo assim que ele seja formado. Ainda que o governo de unidade falhe em cumprir diretamente estes pedidos, diplomatas ocidentais disseram que o acordo entre o Hamas e a Fatah ampliou as divisões dentro do Quarteto. Os Estados Unidos, principal aliado de Israel, querem manter o boicote ao governo de união nacional. A Rússia e outros governos europeus são a favor de uma posição mais branda.

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