Omer Messinger / AFP
Omer Messinger / AFP

Países europeus reagem à renúncia de Theresa May em meio ao Brexit

Comissão europeia afirmou que 'nada vai mudar sobre a posição tomada pelo Conselho Europeu' em relação à saída; governo espanhol afirma ser 'quase impossível' parar um Brexit duro depois da renúncia

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2019 | 10h50

Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido, anunciou nesta sexta-feira, 24, que deixará o cargo em 7 de junho para que o Partido Conservador possa escolher um novo líder. A decisão deixa ainda mais incerto o cenário da saída britânica do Reino Unido, o Brexit. Países europeus reagiram ao anúncio feito por May.

União Europeia

"Vamos respeitar o novo primeiro-ministro (britânico), mas nada vai mudar sobre a posição tomada pelo Conselho Europeu para o acordo de saída" do Reino Unido da União Europeia, afirmaram onbtem integrantes da Comissão Europeia.

Espanha

É "quase impossível" parar um Brexit duro depois da renúncia de Theresa May, estimou o governo espanhol. "O governo britânico, o parlamento britânico, são os únicos responsáveis por uma saída sem acordo e suas consequências", comentou uma porta-voz do governo.

França 

O presidente francês Emmanuel Macron elogiou o "trabalho corajoso" de May e pediu "esclarecimentos rápidos" sobre o Brexit. Macron considerou que a renúncia da primeira-ministra britânica "deve fazer lembrar, em um momento de escolha importante, que os votos de rejeição sem projeto alternativo levam a um impasse", referindo-se às eleições europeias e ao Brexit.

Alemanha

A chanceler alemã Angela Merkel disse "respeitar" a decisão de sua colega britânica. "De maneira geral, (a chanceler) quer que o governo alemão cuide de sua estreita cooperação com o governo britânico (...) e continuará assim", explicou uma porta-voz de Merkel, recusando-se a pronunciar-se sobre as consequências da renúncia sobre o Brexit.

Rússia 

O Kremlin descreveu o mandato de Theresa May como "um período muito complicado" para as relações entre o Reino Unido e a Rússia, dizendo "acompanhar com atenção" a situação após o anúncio de sua renúncia. 

"Infelizmente, não me lembro de nenhuma contribuição para o desenvolvimento das relações bilaterais entre a Rússia e a Grã-Bretanha", reagiu o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov./ AFP

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.