REUTERS/Jose Issac Bula Urrutia
REUTERS/Jose Issac Bula Urrutia

Países latino-americanos pedem auditoria independente de eleição na Venezuela

Votação para governador nos 23 Estados do país foi marcada por denúncias da oposição de fraudes e problemas como atrasos e propagandas pró-governo

O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2017 | 16h32

Os governos de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru - que integram o chamado Grupo de Lima - emitiram uma nota nesta terça-feira, 17, solicitando uma auditoria independente da eleição para governador nos 23 Estados da Venezuela, ocorrido em 15 de outubro. 

Desmobilizados, opositores priorizam vitória em Estado símbolo do chavismo

EUA condenam falta de 'liberdade e imparcialidade' de eleições na Venezuela 

Os países pedem uma análise de todo o processo eleitoral, acompanhada por observadores internacionais, a fim de esclarecer a controvérsia gerada sobre os resultados da referida eleição e conhecer o verdadeiro pronunciamento do povo venezuelano. Em nota conjunta, os países "consideram urgente que se realize uma auditoria independente de todo o processo eleitoral, com o acompanhamento de observadores internacionais especializados e reconhecidos".

A primeira eleição para governador desde 2012 na Venezuela ocorreu com um ano de atraso, mas foi vista pela oposição como um plebiscito contra o presidente Nicolás Maduro. Durante a votação, atrasos, mudanças de centros eleitorais e propaganda pró-candidatos do governo foram algumas das reclamações. 

O governo conquistou 17 dos 23 governos em disputa - também afirma ter vencido na última, mas o poder eleitoral ainda não fez o anúncio.

Estados Unidos, França e União Europeia (UE) expressaram sua preocupação com a "ausência" de eleições livres, após os resultados do pleito venezuelano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.