AP Photo/Dolores Ochoa
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Países latinos se comprometem a regularizar imigrantes venezuelanos

Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai assinaram um 'Plano de Ação' regional para regularizar situação dos imigrantes; Brasil e México apoiaram mas não assinaram

O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2018 | 23h46

Oito países latino-americanos se comprometeram nesta sexta-feira, 23, em Quito, a buscar mecanismos para regularizar os imigrantes venezuelanos no continente, apesar das dificuldades que enfrentam pela ausência de documentos.

êxodo de venezuelanos já é um dos maiores movimentos populacionais em massa da história da América Latina. O alerta foi feito em agosto, pela ONU, que destacarou a situação crítica que o país vive. Desde o começo do ano, 547 mil venezuelanos entraram no Equador, por meio da fronteira com a Colômbia. Até julho, foram em média 3 mil imigrantes que cruzam a fronteira por dia.

A ONU estimou em março que 1,5 milhão de venezuelanos vivem no exterior e o fluxo é o maior desde 1950. Desses, 145 mil pediram asilo em diferentes países desde 2014. 

Dos 13 países que participaram do segundo encontro regional sobre a imigração  venezuelana, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai assinaram um "Plano de Ação" regional.

O documento assinala que serão fortalecidas as iniciativas "para uma adequada inserção econômica e social dos cidadãos venezuelanos, por meio de processos de normalização migratória dentro das possibilidades e da legislação de cada país de acolhida".

Brasil e México manifestaram seu apoio à resolução, mas não assinaram o documento porque estão em um período de transição de governo.

O Panamá assinalou que fará consultas, e Guatemala e República Dominicana decidiram não assinar o documento.

Santiago Chávez, vice-ministro equatoriano de Mobilidade Humana, considerou fundamental que os venezuelanos que fogem da grave crise econômica e política em seu país apresentem seus documentos de viagem para que possam ter acesso à saúde, educação, habitação e trabalho nas demais Nações.

"Estamos insistindo justamente em que a Venezuela cumpra com sua obrigação de documentar seus cidadãos", declarou Chávez em entrevista coletiva.

Segundo a ONU, desde 2015 ao menos 2,3 milhões de venezuelanos abandonaram seu país. Colômbia, Peru e Equador são os principais destinos destes imigrantes, que fogem da escassez de alimentos e medicamentos, e de uma inflação galopante. /AFP

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