Países lembram crise e atentados na virada para 2010

As celebrações ao redor do mundo tiveram o tradicional tom festivo e esperançoso, mas contaram também com os reflexos da crise financeira, que levou a maioria das economias a entrar em recessão. Hoje, a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, disse à população que o início de uma nova década não significa um alívio imediato para os problemas econômicos mundiais.

AE-AP, Agencia Estado

31 de dezembro de 2009 | 19h41

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, foi mais entusiasmado, dizendo que a Copa do Mundo vai fazer de 2010 o ano mais importante para o país desde o fim do apartheid em 1994. Outros líderes deram atenção aos aspectos positivos de 2009.

O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, disse que 2009 foi um ano extraordinário para o mundo, citando a posse do primeiro presidente negro dos Estados Unidos e as tentativas internacionais de lutar contra as mudanças climáticas e contra a crise financeira mundial. "A grande coisa de 2009 é que como passamos por tudo juntos, trabalhamos juntos", disse Rudd em sua mensagem de Ano Novo.

As preocupações ambientais que acompanharam a cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) em Copenhague estavam nas mentes de alguns com a chegada do final do ano. Em Veneza, na Itália, as pessoas celebraram o ano-novo com os pés molhados. A maré alta chegou ao seu ápice antes da meia-noite e inundou as partes mais baixas da cidade, dentre elas a Praça de São Marcos.

O último dia do ano também trouxe lembranças da luta contra o terrorismo, das guerra no Iraque e no Afeganistão e, mais recentemente, da crescente violência militante no Paquistão.

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown, em comunicado divulgado ontem, deu a entender que o início e o fim da década foram marcados por atos terroristas, com os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e o ataque frustrado de um nigeriano contra um avião que se dirigia para o território norte-americano na véspera do Natal.

"No final de dezembro, fomos lembrados do final da década, da mesma forma como fomos em seu início, de que há uma ameaça terrorista que coloca nossa segurança em risco e que exige que coloquemos a Al-Qaeda e o Taleban no epicentro do terrorismo global", disse ele.

Ásia

A China usa um calendário diferente e vai comemorar a chegada de 2010 só em fevereiro. Ainda assim, em Xangai, algumas pessoas pagaram 518 iuans, equivalente a cerca de R$ 140, para tocar o sino no templo Longhua à meia-noite e desejar sorte no ano-novo. Em chinês o número "518" soa como a frase "eu quero prosperidade".

Alguns festejos não deram muito certo. Nas Filipinas, centenas de pessoas ficaram feridas por fogos de artifício e tiros de comemoração durante a celebração. Muitos filipinos, fortemente influenciados pela tradição chinesa, acreditam que celebrações barulhentas no ano-novo espantam coisas ruins e azar, mas alguns levam essa crença a extremos.

Em Zojoji, um dos mais antigos templos budistas de Tóquio, milhares de fiéis soltaram balões claros de hélio para marcar a virada de ano. A Torre de Tóquio, nas proximidades, cintilava com luzes com um grande display com "2010" ao centro.

Na Turquia, o governador da província de Istambul, Muammer Guler, disse que as autoridades destacaram ao redor de 2 mil policiais para garantir a segurança ao redor da praça Taksim, para evitar furtos e abuso contra mulheres que estragaram a festa em outros anos. Alguns policiais estarão disfarçados de vendedores de rua ou "até mesmo vestidos de Papai Noel", disse Guler.

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