Países lusófonos unem-se na luta contra a aids

O combate à aids está unindo os países de língua portuguesa. Hoje, a secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Dulce Maria Pereira, acertou com a Unaids (agência da ONU para o combate à aids) o apoio a um projeto para a prevenção e tratamento da doença nos oito países que integram o bloco. A CPLP foi criada há cinco anos e reúne Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e o Timor Leste - este último, ainda como observador. "Não podemos ficar esperando que a ONU crie um fundo internacional para o combate à aids enquanto pessoas continuam morrendo em nossos países", afirmou Dulce. De fato, os países da CPLP estão entre os mais afetados pela aids no mundo. Enquanto Portugal é o país com o maior índice de pessoas com HIV na Europa, o Brasil lidera o ranking na América Latina. Na África, a situação é ainda mais assustadora: 70 moçambicanos morrem por dia de aids, e a estimativa é de que exista mais de um milhão de pessoas contaminadas no país. O projeto foi desenhado a partir das necessidades de cada um dos países da CPLP. Para que seja colocado em prática, necessitará de US$ 28 milhões. Dulce espera conseguir os recursos não apenas com as organizações internacionais, mas com personalidades, como o empresário Ted Turner. A CPLP ainda está negociando para que a campanha de combate à doença seja promovida por Pelé. Dulce espera que o governo brasileiro ajude no projeto com a transferência de tecnologia para os demais países da CPLP e que capacite técnicos, principalmente na África.

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