Países não cumprirão meta de retirar minas terrestres--relatório

Quase metade dos 29 países obrigadospor um tratado internacional a eliminar até 2010 as minasterrestres plantadas em seu território não vão conseguircumprir a meta, afirmou nesta segunda-feira a entidade quesupervisiona o pacto. Mas a entidade, chamada Campanha para Banir MinasTerrestres (ICBL), também observou avanços no cumprimento dotratado desde o início de 2006, como o número maior de naçõesque estão destruindo seus estoques e a redução nos incidentescom vítimas. "Catorze países não estão no ritmo certo para cumprir osprazos do acordo para a limpeza de áreas minadas", disse orelatório anual do ICBL, uma coalizão de organizaçõesnão-governamentais. Entre esses países, afirmou o documento, estão aGrã-Bretanha e a França, que têm de retirar até 2009 as minasterrestres das ilhas Falkland -- ou Malvinas, para osargentinos --, que foram colocadas lá em 1982, e do entorno deuma base militar francesa no Djibuti. Nenhum dos dois esforçosde limpeza começou. A Convenção sobre a Proibição do Uso, do Acúmulo, daProdução e da Transferência de Minas Antipessoais e sobre suaDestruição entrou em vigor em 1999, e até agosto deste anotinha 155 países signatários. Os 29 países comprometidos em eliminar as minas são aquelesque receberam o prazo de dez anos para cumprir a meta a partirda data de adesão à convenção -- o que significa que alguns têmde concluir a operação até 2009 e outros até 2010. Ainda não fazem parte da convenção Estados Unidos, Rússia,China, Índia e Paquistão, que insistem que precisam da armapara fins de defesa. Apesar disso, segundo Steve Goose, do conselho editorial dorelatório, até os países não-signatários estão "cumprindo suasobrigações centrais", e as minas antipessoais estão cada vezmais estigmatizadas. Mas o texto ressaltou que Mianmar continua a usar as minasterrestres em suas ações militares contra rebeldes e que oExército russo, assim como os rebeldes chechenos, depositarammais minas na Chechênia. Em 2006, o número de feridos por minas terrestres no mundointeiro caiu 16 por cento em relação ao ano anterior, chegandoa 5.751. Do total, 41 por cento dos casos aconteceram noAfeganistão, em Camboja e na Colômbia. O país latino-americanofoi o que registrou mais vítimas em 2006 -- 1.106, uma média detrês por dia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.