Países oferecem ajuda ao Haiti após terremoto

Estados Unidos, França, Canadá e governos da América Latina se mobilizavam nesta quarta-feira para ajudar o Haiti. O país caribenho sofreu ontem um forte terremoto, de magnitude 7 na escala Richter, que derrubou prédios e casas e causou um número ainda não conhecido de mortes. Autoridades locais estimam que o número de mortos deve ficar na casa das centenas.

AE, Agencia Estado

13 de janeiro de 2010 | 09h20

O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou ontem que seu governo está "pronto para auxiliar o povo do Haiti", segundo a Casa Branca. Em Miami, a Guarda Costeira norte-americana informou que mobilizou aeronaves para perto do Haiti, a fim de auxiliar no envio de ajuda humanitária, conforme a necessidade. A USAID, agência norte-americana encarregada do auxílio internacional, informou que estava enviando uma equipe de pelo menos 72 pessoas e seis cães farejadores para auxiliar nos resgates.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou estar "muito preocupado" com a situação no Haiti. O Brasil lidera a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). Há nessa missão 7 mil militares, sendo 1.266 deles brasileiros, segundo o Ministério da Defesa. Não há, até o momento, informações confirmadas sobre vítimas brasileiras.

Em Paris, o ministro das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, disse que o país expressa sua "completa solidariedade" ao Haiti. Kouchner acrescentou que o centro de gerenciamento de crises do ministério começou a trabalhar para mobilizar "sem demora auxílio urgente a Porto Príncipe". Paris anunciou também o envio de dois aviões com equipes de resgate e auxílio humanitário.

O Canadá, que abriga uma comunidade de 80 mil haitianos em seu território, declarou-se "bastante preocupado" com o terremoto. O país também se prontificou a ajudar, assim como a Austrália e a Colômbia. A Venezuela anunciou que enviará uma equipe de assistência humanitária de 50 pessoas ao Haiti nas próximas horas. Segundo o chanceler Nicolás Maduro, a equipe venezuelana deve chegar à capital haitiana no início desta quarta-feira, com alimentos e medicamentos para a população local.

No Panamá, o governo local também se comprometeu a enviar assistência. O Peru afirmou que seus 205 soldados participantes da Minustah auxiliariam nos resgates. Lima informou que nenhum de seus soldados ficou ferido. O Reino Unido informou que enviará uma equipe humanitária.

O México afirmou que monitora a situação e tem pronto um plano de proteção para mexicanos possivelmente em risco no país. Na República Dominicana, que divide a ilha com o Haiti, o presidente Leonel Fernández pediu que a comunidade internacional ajude o Haiti a superar essa "real tragédia". Ele disse que seu governo está disposto a enviar ajuda.

Em Cuba, apenas 80 quilômetros distante do Haiti, houve um alerta de tsunami, na cidade costeira de Baracoa, no leste do país. O alerta foi posteriormente retirado, mas Havana informou que está atenta para a possibilidade de tremores secundários e do aumento nos níveis do mar, segundo a agência de defesa civil local. O tremor inicial foi sentido na província de Santiago de Cuba, no leste do território cubano.

Ajuda

A Cruz Vermelha Internacional informou que liberou fundos emergenciais para o Haiti. A entidade humanitária anunciou que está enviando suprimentos para uma "grande" operação no país.

Estimativas da ONU apontam que 238 mil pessoas viviam em áreas expostas aos tremores.

Em Amã, o Exército local informou que três mantenedores de paz jordanianos foram mortos e 21 ficaram feridos no terremoto no Haiti. O jornal estatal China Daily informou que haviam oito mantenedores de paz chineses presos entre os escombros e dez desaparecidos na nação caribenha.

As informações são da Dow Jones.

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