Países prometem combater grupo Estado Islâmico

Diplomatas de todas as partes do mundo prometeram combater os militantes do grupo Estado Islâmico "com qualquer meio necessário" enquanto o Iraque pediu aos aliados que impeçam os extremistas onde quer que eles encontrem refúgio. Irã e Estados Unidos descartaram a possibilidade de uma ação conjunta, o que deixa o governo de Bagdá entre dois aliados poderosos e antagônicos.

Estadão Conteúdo

15 de setembro de 2014 | 13h01

Nem Irã nem Síria, que juntos compartilham a maior parte da fronteira com o Iraque, foram convidados para a conferência internacional em Paris, que foi aberta enquanto dois aviões de reconhecimento franceses sobrevoavam o território iraquiano. Mas o Departamento de Estado norte-americano deixou aberta a possibilidade de novas discussões com o Irã ainda nesta semana, embora exclua qualquer cooperação militar.

"Pedimos que as operações aéreas continuem regularmente contra locais ocupados por terroristas. Não devemos permitir que eles encontre refúgios. Devemos segui-los onde quer que estejam. Devemos cortar seu financiamento. Temos de trazê-los à justiça e devemos impedir combatentes em países vizinhos de juntarem-se a eles", declarou o presidente iraquiano, Fouad Massoum.

Após o fim da conferência, o secretário de Estado norte-americano John Kerry reuniu-se privadamente com Massoum na embaixada iraquiana em Paris e disse a ele que a movimentação para um governo iraquiano inclusivo foi a chave para as promessas feitas nesta segunda-feira. "Eu espero que você sinta que a pressão e o risco valem a pena", disse Kerry.

"Estamos começando a sentir isso", afirmou Massoum, por meio de um tradutor.

Na abertura da conferência, o presidente da França, François Hollande, declarou que "não há tempo a perder" na ação global para combater os extremistas do grupo Estado Islâmico.

Com as lembranças da invasão do Iraque em 2003 ainda frescas, os Estados Unidos estão, até agora, sozinhos na realização de ataques aéreos e nenhuma nação ofereceu o envio de tropas em terra. Mas aviões de reconhecimento franceses fizeram suas primeiras incursões nesta segunda-feira, informaram funcionários franceses.

"A ameaça terrorista é global e a resposta deve ser global", disse o presidente francês, abrindo a conferência diplomática nesta segunda-feira, cujo objetivo é chegar a uma estratégia internacional comum contra o grupo. "Não há tempo a perder."

Durante o encontro, o presidente iraquiano Fouad Massoum pediu uma ação militar coordenada e uma abordagem humanitária, assim como ataques regulares contra seu território que está nas mãos dos extremistas a e eliminação do financiamento ao grupo.

"Não pode haver um refúgio", disse Massoum. "Temos de secar suas fontes de financiamento." Fonte: Associated Press.

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