Países querem debate sobre Síria nas ONU

Estados Unidos, Turquia e Catar pressionam nesta segunda-feira o principal organismo de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) a realizar um debate urgente sobre a guerra civil na Síria. A ação pode se somar à crescente pressão internacional para responsabilizar os culpados pela morte de milhares de civis.

Agência Estado

27 de maio de 2013 | 12h33

O embaixador da Síria no Conselho de Direitos Humanos da ONU, Faysal Khabbaz Hamoui, disse que o pedido viola os princípios de imparcialidade, porque vêm de países que apoiam os rebeldes que combatem tropas do governo.

O presidente do Conselho de Direitos Humanos, Remigiusz Henczel, disse que o conselho vai decidir na terça-feira se realizará um debate sobre a questão na quarta-feira.

Os diplomatas trocaram palavras duras momentos após a abertura da 47ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que durou três semanas e se concentrou nas mortes de mais de 70 mil pessoas e no desalojamento de milhões, desde o início do levante contra o presidente Bashar Assad, em março de 2011, que se transformou numa guerra civil.

O embaixador da Turquia, Oguz Demiralp, disse que o regime de Assad está "atacando seus próprios cidadãos com suas armas pesadas" na cidade de Qusair, perto do Líbano, que tem sido alvo de ataque das forças do governo e membros do grupo libanês Hezbollah desde a semana passada.

A Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, disse que os dois lados do conflito sírio desrespeitam a lei internacional. "Os civis enfrentam o pior da crise, na qual as violações aos direitos humanos chegaram a dimensões horríveis", disse ela.

Pillay pediu que o Conselho de Segurança, o braço mais poderoso da ONU, leve a questão síria para o Tribunal Penal Internacional, cuja sede fica na Holanda.

Segundo funcionários, na próxima semana um painel investigativo de crimes de guerra da ONU deve entregar seu mais recente relatório, que inclui uma atualização sobre o suposto uso de armas químicas, para o Conselho de Direitos Humanos. As informações são da Associated Press.

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