Países recomendam que se evitem viagens ao Egito

Os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, entre outros, estão advertindo seus cidadãos para não realizarem viagens não essenciais ao Egito. O Departamento de Estado norte-americano recomenda aos seus cidadãos que evitem viajar ao Egito e autorizou a retirada de familiares de funcionários da embaixada local e pessoal que não é essencial ao trabalho. Em comunicado, a recomendação é que "os cidadãos norte-americanos evitem viajar ao Egito, em face dos problemas políticos e sociais".

AE, Agência Estado

30 de janeiro de 2011 | 13h04

A embaixada dos EUA no Cairo disse que seus cidadãos devem ligar ou enviar mensagens de e-mail para o Departamento de Estado com objetivo de efetuar o planejamento, mas cada um terá de reembolsar o custo dos voos fretados.

O governo do Reino Unido também advertiu aos britânicos para evitarem viagens que não sejam essenciais às cidades do Cairo, Alexandria, Luxor e Suez e recomendou que seus cidadãos deixem estas cidades se assim for seguro fazer. Companhias de viagem, no entanto, dizem que resorts populares de turismo ainda não foram afetados e continuam enviando clientes ao país, diferentemente do que as agências francesas estão fazendo. O governo britânico não está organizando voos fretados.

Informações da mídia indicam que cerca de 30 mil turistas britânicos estão atualmente no Egito. O aviso do governo britânico segue-se ao feito pelo dos EUA, que começou a organizar a retirada de seus cidadãos que estão no Egito, enviando-os para locais seguros na Europa.

Na França, quatro operadoras de viagem suspenderam viagens ao Egito, até aviso contrário, diante da violência e estão embarcando de volta seus clientes, segundo uma fonte graduada do setor. "Paramos completamente de enviar clientes ao Egito. Não haverá partidas amanhã (segunda-feira) até aviso em contrário", disse Georges Colson, chefe do sindicato SNAV dos agentes de turismo, para a AFP. O governo francês já havia advertido seus cidadãos contra viagens não essenciais ao Egito.

O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha também advertiu a população para não realizar viagem não essencial ao Cairo, Alexandria e Suez. A companhia Lufthansa informou em seu website que está oferecendo novo agendamento gratuito para as viagens para e do Cairo até amanhã, dia 31.

As maiores operadoras europeias e que são alemãs, as TUI Travel e Thomas Cook Group, disseram que cancelaram excursões para as cidades afetadas, mas afirmaram que clientes em resorts como o de Sharm el Sheikh e Hurghada podem prosseguir com os planos das férias. Thomas Cook informa no seu site que a equipe em solo garante que não foram afetadas áreas turísticas no Mar Vermelho.

A agência de viagem belga Jetair anunciou, neste domingo, que irá retirar seus clientes do Egito. No sábado, o governo da Bélgica havia recomendado aos cidadãos para não viajarem ao Egito. As informações são da Dow Jones.

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