Países rejeitam força para libertar coreanos no Afeganistão

EUA e Coréia do Sul concordam em não lançar ofensivas, mas soldados afegãos alertam que podem atacar

YOUSUF AZIMY, REUTERS

02 de agosto de 2007 | 11h48

A Coréia do Sul e osEstados Unidos acertaram na quinta-feira não utilizar a forçapara libertar 21 sul-coreanos mantidos reféns no Afeganistão,mas soldados afegãos avisaram sobre uma possível ofensiva naárea onde estão os sequestrados. Há duas semanas, o Taliban capturou 23 voluntários cristãosda Coréia do Sul, 18 deles mulheres, na Província de Ghazni(sudoeste de Cabul), e mais tarde matou dois deles. A milícia islâmica ameaçou executar outros reféns se nãoforem libertados membros do grupo detidos pelas autoridades dopaís. O ministro das Relações Exteriores sul-coreano, SongMin-soon, e o vice-secretário de Estado dos EUA, JohnNegroponte, reuniram-se na quinta-feira em meio a um fórum desegurança regional realizado nas Filipinas. "Eles acertaram que os dois países não usarão qualquer tipode medida de força", afirmou um diplomata da Coréia do Sul. O corpo de Shim Sung-min, 29, o segundo dos refénssul-coreanos a ser morto, desembarcou na Coréia do Sul naquinta-feira. Os outros 21 reféns continuam vivos, mas duas das mulheresencontram-se gravemente doentes e podem morrer, disse umporta-voz do Taliban na quarta-feira. O governo afegãorecusa-se a atender à exigência dos sequestradores. Na quarta-feira, helicópteros do Exército espalharampanfletos em vários dos distritos da Província de Ghazniadvertindo sobre a realização de uma operação militar nas"próximas semanas". Mas o Ministério de Defesa do país afirmoutratar-se de uma operação de rotina, sem relação com osequestro. O sul-coreano Ban Ki-moon, secretário-geral da Organizaçãodas Nações Unidas (ONU), pediu ao presidente paquistanês,Pervez Musharraf, que ajude a libertar os reféns. Um porta-vozda Presidência do Paquistão respondeu que o governo não mantémvínculos ou contatos com o Taliban. Autoridades afegãs acusam o Paquistão de dar apoio,secretamente, ao grupo islâmico, acusação essa rechaçada pelospaquistaneses. Oito parlamentares sul-coreanos partiram rumo aos EUA a fimde convencer o governo norte-americano a ajudar na solução doimpasse. Os EUA afirmam não fazer concessões a terroristas. (Com reportagem de Sayed Salahuddin e Hamid Shalizi emCabul, John Ruwitch em Manila e Jon Herskovitz em Seul)

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