Alkis Konstantinidis/REUTERS
Alkis Konstantinidis/REUTERS

Países se preparam para um Natal marcado pela pandemia

Governos e OMS pedem que pessoas não baixem a guarda, apesar da vontade de reencontrar familiares

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2020 | 04h00

O mundo se prepara para celebrar as festas de fim de ano de maneira incomum, devido à covid-19, com a rainha Elizabeth II privada de sua família, os alemães sem o tradicional vinho quente, e os suíços, proibidos de entoar suas canções natalinas.

Pedidos de prudência

Tanto os governos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) pedem que as pessoas não baixem a guarda, apesar da vontade de reencontrar familiares e de relaxar após um ano complicado.

"Sou o cara que está roubando o Natal", declarou Brian Pallister, primeiro-ministro da província canadense de Manitoba, ao pedir que os moradores "não se reúnam no Natal".

"Se tivermos muitos contatos agora, antes do Natal, e depois este for o último Natal com nossos avós, é porque deixamos passar algo e não devemos fazer isso", advertiu com emoção a chanceler alemã, Angela Merkel.

Um Natal com menos convidados

A Bélgica foi o país que mais limitou o número de pessoas no Natal: um convidado por casa, dois para pessoas que vivem sozinhas. Luxemburgo autoriza dois convidados.

Na França, a mesa não poderá ter mais de seis pessoas.

Os noruegueses flexibilizaram as restrições para as festas de fim de ano e permitem reuniões de até dez pessoas. 

"Deverão improvisar e talvez alargar um pouco a mesa", declarou a primeira-ministra, Erna Solberg, ao pedir o respeito ao distanciamento.

No Reino Unido, as reuniões familiares (pessoas de três residências no máximo) serão permitidas entre 23 e 27 de dezembro. A rainha Elizabeth II e seu marido, o príncipe Philip, passarão o Natal no castelo de Windsor - algo excepcional -, e não em família, em sua residência de Sandringham.

A província canadense de Québec recuou na decisão de permitir reuniões durante quatro dias no Natal, após o aumento das infecções.

Deslocamentos limitados

A Itália adotou regras muito restritivas aos deslocamentos, proibidos entre regiões de 21 de dezembro a 6 de janeiro, e entre cidades nos dias 25 e 26 de dezembro e 1 de janeiro. O toque de recolher persiste de 22h às 5h (prolongado até 7h no Ano Novo).

A Bélgica também terá um toque de recolher no Natal, de meia-noite às 5h. Em Luxemburgo, será observado das 23h às 6h durante as festas. 

Na Espanha, o governo pediu que as pessoas evitem os deslocamentos entre as regiões, exceto para visitas familiares. 

A França terá um toque de recolher a partir das 20h, exceto em 24 de dezembro.

Lojas, restaurantes e espetáculos

A Alemanha, que já havia determinado o fechamento de restaurantes, bares, centros culturais e locais esportivos, também ordenou o fechamento das lojas não essenciais, a partir de quarta-feira. Também proibiu a venda de álcool em vias públicas, vetando os quiosques de vinho quente.

Na França, os estabelecimentos não essenciais reabriram as portas por ocasião do Natal, mas restaurantes e salas de espetáculo continuam fechados.

Em outros países, os restaurantes poderão fechar mais tarde para o Ano Novo -- é o caso da Suíça.

Missa adaptada

O papa Francisco antecipou em duas horas a "missa do Galo" para se adaptar ao toque de recolher na Itália.

A missa de Natal de Belém, na Cisjordânia, acontecerá sem a presença de fiéis.

A Suíça proibiu os cantos litúrgicos nas igrejas, e a Grécia, que reabrirá as igrejas para o Natal, limitou a nove o número de fiéis nas celebrações.

Tradições relegadas

Os austríacos ficaram sem os mercados natalinos.

Na Espanha, os moradores não poderão comer uvas à meia-noite na Puerta del Sol para dar as boas-vindas a 2021.

Bélgica e Holanda proibiram os fogos de artifício, para não sobrecarregar os serviços de emergência com eventuais feridos.

Londres e Paris cancelaram as queimas de fogos de artifício de Ano Novo. /AFP

 

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