Países tentam novamente fechar acordo sobre clima

Representantes dos 17 maiores e mais poluidores países do mundo se reuniram neste domingo para buscar uma solução para os esforços de financiamento destinados a conter a mudança climática e reduzir as emissões de gás que causam o aquecimento global. Vem crescendo a pressão para que os Estados Unidos finalizem sua posição antes de uma conferência decisiva marcada para dezembro, na Dinamarca, que pretende encerrar dois anos de negociações para um tratado sobre mudança climática global.

AE-AP, Agencia Estado

18 de outubro de 2009 | 17h58

O ministro do Meio Ambiente da Grã-Bretanha, Ed Miliband, afirmou que "é importante que os Estados Unidos façam tanto progresso quanto possível" nos dois dias do Fórum das Maiores Economias. O governo de Barack Obama disse que está preso às ações do Congresso norte-americano.

"Os países ricos do Fórum das Maiores Economias devem urgentemente colocar mais dinheiro sobre a mesa para garantir que o mundo em desenvolvimento possa crescer de modo limpo e se adaptar aos efeitos da mudança climática, que já estão colocando milhões de vidas sob risco", declarou Asad Rehman, da ONG Friends of the Earth.

O ministro do Meio Ambiente da Suécia, Andreas Carlsgren, que representa a União Europeia, fará reuniões separadas com representantes da China e da Índia durante o fórum, segundo seu porta-voz, Lennart Boden. "Amanhã à tarde nós devemos saber se houve alguma mudança nas posições", afirmou.

Obama deu início ao Fórum das Maiores Economias no começo deste ano como uma negociação informal para tratar secretamente dos problemas mais difíceis. Os participantes concordaram em manter as negociações confidenciais.

Uma questão importante é ajudar os países mais pobres a se adaptarem às mudanças no clima da Terra que estão ameaçando inundar regiões costeiras, tornar a agricultura imprevisível e espalhar doenças. Esses países também precisam de fundos e tecnologias para desenvolver suas economias sem aumentar demais a poluição. Estima-se que centenas de bilhões de dólares sejam necessários a cada ano, mas uma fórmula para levantar, administrar e distribuir esses fundos se mostraram evasivas.

Países em crescimento rápido, como Brasil, China, Índia e México, concordaram em elaborar estratégias nacionais para desacelerar o aumento das emissões de gases causadores do efeito estufa, mas resistem a tornar esses limites obrigatórios e a se sujeitar a uma monitoração internacional. Já os países industrializados concordaram em reduzir suas emissões, mas não aos níveis que os cientistas dizem ser necessário para evitar catástrofes climáticas. As informações são da Associated Press.

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