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Países vivem pior crise bilateral desde os anos 70

Cenário:

Ian Black, O Estadao de S.Paulo

17 de março de 2010 | 00h00

Para o embaixador dos EUA em Israel, Michael Oren, os novos assentamentos em Jerusalém Oriental desataram a pior crise nas relações bilaterais em 35 anos. A questão é se os EUA passarão da crítica à ação dessa vez.

Israel é o país que mais recebe ajuda dos EUA - são US$ 2,4 bilhões anuais, principalmente na área militar. O presidente George H. Bush foi o último a tentar impor condições para essa ajuda - em 1991 ele pressionou pelo congelamento da expansão dos assentamentos quando Israel pediu um crédito de US$ 10 bilhões.

Segundo Oren, que também é historiador, a última grande crise entre os dois países ocorreu em 1975, quando o então chanceler americano Henry Kissinger teve de convencer o primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin a desistir da ocupação do Sinai, no Egito. Na época, os Estados Unidos se recusaram a firmar novos acordos militares com Israel por seis meses. Com a pressão, o governo israelense cedeu, o que acabou abrindo o caminho para a iniciativa de Anwar Sadat, em 1977, que culminaria nos acordos de Camp David, impulsionados por Jimmy Carter, e no tratado de paz de 1979.

É EDITOR PARA ORIENTE MÉDIO DO JORNAL THE GUARDIAN

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