Michigan Governor's office/Handout via Reuters
Michigan Governor's office/Handout via Reuters

Palavras de Trump instigaram extremistas, diz governadora de Michigan

Governadora democrata Gretchen Whitmer se pronunciou após FBI revelar ter desmantelado um plano de milicianos para sequestrá-la

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2020 | 20h04

WASHINGTON - Horas depois de o FBI (polícia federal americana) anunciar ter desmantelado um plano para sequestrá-la, a governadora do Estado de Michigan, Gretchen Whitmer, ligou o caso ao discurso do presidente Donald Trump, dizendo que as palavras do republicano instigaram e têm sido um "grito de guerra" para os extremistas. 

A governadora, democrata, disse que o presidente passou os últimos sete meses de pandemia de coronavírus "negando a ciência, ignorando seus próprios especialistas em saúde, alimentando desconfiança, fomentando raiva e dando abrigo àqueles que espalham medo, ódio e divisão". 

Ela destacou os comentários de Trump durante o primeiro debate da campanha, quando ele não condenou os grupos de supremacia branca e disse a um grupo de extrema direita para "recuar e aguardar". "Grupos de ódio ouviram as palavras do presidente não como uma repreensão, mas como um grito de guerra", disse Whitmer.

"Quando nossos líderes falam, suas palavras são importantes. Elas carregam peso. Quando nossos líderes se encontram, encorajam ou confraternizam com terroristas domésticos, eles legitimam suas ações e são cúmplices. Quando alimentam e contribuem para o discurso de ódio, são cúmplices."

Não há indicação na acusação criminal de que os homens presos foram inspirados por Trump. As autoridades também não disseram publicamente se os homens estavam irritados com as restrições sanitárias impostas pela governadora, que afetaram drasticamente empresas e indivíduos em um esforço para diminuir a disseminação do coronavírus.

O candidato democrata à presidência, Joe Biden, também tentou vincular Trump ao complô, mencionando o tuíte do presidente no início deste ano para "liberar Michigan". A resposta ao coronavírus de Whitmer enfrentou críticas dos conservadores, e a legislatura de Michigan, liderada pelo Partido Republicano, a processou em maio para tentar invalidar sua ordem de ficar em casa e outras medidas./AP

 

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